Um soco na insegurança
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quinta-feira, 02 de junho de 2005
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Faixa preta em tae kwon-do e hapkido, Marco Aurélio Riciardi usou toda sua experiência em artes marciais coreanas para desenvolver um dos mais novos cursos da academia Wet Sport. São aulas de defesa pessoal com três aulas semanais, de uma hora cada, em que os interessados aprendem técnicas de mobilização, quedas, rolamentos e ainda chutes e socos. ''Transferi para o dia-a-dia a minha experiência'', explica
Além de aprender a se defender, os alunos também ganham, segundo o professor, ''condicionamento cardiorespiratório, flexibilidade e qualidade de vida''. ''As aulas não são uma sequência'', explica Riciardi. Isso quer dizer que mesmo com o curso já tendo começado há cerca de um mês, ainda é possível participar das aulas. Em cerca de três meses, ''é possível ter uma noção básica'', completa. Mas Riciardi adianta que há o respeito pela individualidade de cada um.
A administradora de empresas Marlene Benvenho já foi assaltada na rua duas vezes. Ficou interessada ao saber do curso de defesa pessoal e foi uma das primeiras alunas. Aliás, não perde uma aula. Gostou tanto que convidou a cunhada Denise para acompanhá-la. ''Estou me sentindo mais segura. Nem penso mais em me mudar da minha casa'', conta Denise, que recentemente teve a sua casa invadida e foi rendida por ladrões. ''Não é que você vai dar socos e chutes por aí, mas o bom é que também dá para perder boas calorias'', garante ela.
''Hoje existe essa condição de violência e a mulher fica mais exposta porque tem essa questão de ser o sexo frágil'', conta Marlene. ''A gente precisa saber lidar com a situação se um dia acontecer'', avisa. Para a administradora, a dica é praticar sempre. ''Esse treinamento constante vai fazer o movimento ser automático'', ensina.
Como não é um curso fechado ele entra na programação geral da academia qualquer aluno da Wet pode frequentar as aulas de defesa pessoal. Por isso mesmo, as turmas acabam variando muito em número e gênero. Isso porque, em geral, as mulheres são sempre maioria absoluta, mas um ou outro homem também acaba se interessando.


