Um recomeço com manhãs livres
Com filhos adultos e se dividindo entre dois empregos, além de um negócio próprio, há pouco mais de três anos a psicóloga Maria de Lourdes Martins da Silva deu uma guinada na vida. Depois de três anos na fila da adoção, finalmente chegou Ana Luisa, hoje com 4 anos.
"Foi um recomeço, meus filhos estavam saindo de casa para estudar, eu tinha a clínica, trabalhava em um hospital e ainda era dona de uma livraria. Depois que ela chegou fiquei só com a clínica. Queria ter disponibilidade para ela", explica.
Lourdes conta que embora buscasse ser uma pessoa tranquila, elencando prioridades, foi a chegada da filha caçula que desacelerou sua rotina. Se antes a família sempre viajava junto uma vez ao ano e se esforçava para fazer as refeições em conjunto, o bebê uniu todos ainda mais.
"Às vezes a correria se impõe, mas é importante manter um hobby, momentos em família. Depois da Aninha me organizei para ter as manhãs livres para ela. Ficamos juntas, brincamos, ela me ajuda no almoço. Depois a deixo na escola e vou para a clínica. Duas vezes na semana meu marido sai mais cedo do trabalho para buscá-la na escola e assim posso atender até um pouco mais tarde. Ele também acabou mudando a rotina dele", conta.
Embora pareça um luxo ter as manhãs apenas para a filha, devido a correria em que todos vivemos, Lourdes explica que é apenas uma questão de organização. "Faço uma lista das coisas importantes do dia, assim não preciso pensar nisso, apenas sigo o que está lá. Se não dá tempo de fazer alguma coisa não fico estressada. Às vezes estou fazendo algo e a Aninha me pede para sentar com ela e ver um desenho, por exemplo. Até penso no que estou deixando de fazer, mas avalio que há coisas mais importantes na vida. Sempre penso onde vou fazer mais falta", ensina. (E.G)





