Mário CesarTânia, Viviane, Flávia e Fernanda

A relação entre mãe e filha é o núcleo do mundo feminino. Num universo em que vivem quatro mulheres, essa interação é maior. No caso da família da confeccionista Tânia Franchello, e suas filhas, Viviane, 15 anos; Flávia, 18 anos; e Fernanda, 20 anos; o diálogo é frequente, aberto e sem barreiras. Segundo as garotas, elas dão mais conselhos para a mãe do que a mãe para elas.
A coisa pode ‘‘pegar’’ quando o assunto é horário. ‘‘Quando tem namorado na história, o horário é mais rígido ainda. Eu quero saber com quem voltam, pois tenho medo das estradas e, às vezes, a garotada bebe e é perigoso. Por isso, têm que prestar contas’’, diz Tânia. Com três filhas bonitas, a mãe se considera meio liberal e meio matriarcal. Viviane até concorda: ‘‘Se ela liberar demais, ficamos sem limites’’.
Como o relacionamento entre mãe e filha, atualmente, é baseado no diálogo, Tânia Franchello revela que aprende muito com as filhas. A forma de as garotas encararem os problemas é bastante diferente. ‘‘Eu aprendi com elas que é mais importante a satisfação pessoal do que a preocupação social’’, pondera a mãe. Na opinião de Tânia, na educação é complicado entender as diferenças de cada filha, pois nem sempre dá para saber ‘‘se acertei ou exagerei’’.

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