A pirataria está se tornando tão profissional no Brasil que chegou até aos produtos que têm parte de sua renda revertida para ações sociais. Uma das maiores vítimas tem sido a campanha ‘‘O Câncer de Mama no Alvo da Moda’’. Coordenada pelo Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), a campanha arrecada dinheiro com a venda de camisetas e outros produtos, como bolsas e sandálias, com o símbolo da causa, um alvo desenhado em azul. Uma porcentagem da renda vai para o IBCC, para ajudar no combate ao câncer de mama.
O produtor-executivo da campanha, Onésimo Afini Júnior, diz que as falsificações sempre existiram, mas começaram a se tornar fonte de preocupação há cerca de oito meses. ‘‘Isso ocorreu conforme a campanha foi ganhando mais espaço na mídia e a colaboração de muitos artistas’’, diz. Ou seja: usar a camiseta da campanha acabou virando moda e símbolo de status, assim como usar um tênis Nike.
O preço médio das camisetas da campanha, fabricadas atualmente pela Hering, varia de R$ 22,00 a R$ 25,00 – sendo que, desse valor, R$ 6,50 vão para o IBCC. Nos camelôs, as peças são encontradas por R$ 5,00. É possível encontrar também, por R$ 8,00 bolsas ostentando o símbolo da campanha. O interessante, aí, é que as bolsas vendidas pelos ambulantes em nada se parecem com as originais, fabricadas pela Grendene. ‘‘Os criminosos, hoje, não apenas falsificam como também desenvolvem produtos’’, ironiza Afini Jr.(A.F.)

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