Tramas delicadas, textura macia e brilho que reluz feito ouro. O visual fascina e mostra a versatilidade do capim dourado, uma rara planta surpreendentemente dourada que só existe no Jalapão (Tocantins). Sem nenhum recurso tecnológico, esse vegetal permite a confecção de peças de uso cotidiano, como bolsas, jóias, bijuterias e utilidades domésticas.
  Em dezembro de 2004, as amigas Paula Imperatriz e Mônica Mazzer Barroso embarcaram para uma aventura que as levaria à origem dessa verdadeira mina de ouro vegetal. Depois de uma viagem longa e precária chegaram ao município de Mateiros, no Jalapão, onde a natureza ainda se mantém em estado puro. Além de ficarem encantadas com a visão do paraíso, de águas cristalinas, chapadões e dunas, elas encontraram o fio da meada da fibra colhida e trançada sem a interferência de máquinas.

  Paula, que é arquiteta em Londrina, já conhecia o artesananto de capim dourado e comercializava algumas peças adquiridas em lojas de São Paulo. ‘‘A intermediação deixava tudo muito caro, aí resolvi conhecer a região e os artesãos.’’. Desse contato surgiram as encomendas dos produtos, remetidos via Sedex para Londrina e para Londres, onde a amiga Mônica revende para ingleses encantados com o material.


  Com aparência e brilho do ouro, algumas peças chegam a custar 500 dólares no exterior. Aqui os preços variam – dependendo do tamanho e do modelo – porta-copo custa R$ 10; bolsas, de
R$ 70 a R$ 200; fruteira grande R$ 160.
(Fone: 9922-8555).

mockup