Paris Além de berço da gastronomia, da cultura e capital da moda, Paris tem outra grande faceta: propiciar romances, dar passagem para sentimentos ainda não sentidos e permitir que aqui aconteçam grandes momentos de amor. Sua arquitetura, suas praças, a Torre Eiffel, seus cafés, as margens do Sena, enfim todos os cenários já estão montados.
Era em Paris que a princesa Diana se encontrava com seu último e derradeiro amor, Dodi Al-Fayed, filho do milionário Mohammed Al-Fayed, dono do Hotel Ritz, um dos grandes palcos de encontros amorosos milionários da intitulada Cidade Luz. Diana e Dodi tinham inclusive um apartamento onde viviam juntos. Foi em Paris também que Angelina Jolie e Brad Pitt passaram alguns dias este ano. Infelizmente, assim como no caso Diana-Dodi, o casal Ange-Pitt não pôde ficar. Os paparazzi não os deixavam em paz. Mas para quem não é famoso, o lugar é perfeito. Apesar da grande faceta racista que ainda insiste em resistir numa Europa que se julga tão moderna, é em Paris que amores entre pessoas de diferentes raças conseguem acontecer.
Brancos, negros, asiáticos, gays homens e mulheres, de todas as idades, andam pelas ruas de mãos dadas sem nenhum tipo de inquietação. A população já assimilou as várias facetas que o amor tem. Andar nos jardins de Tulleries aos domingos, por exemplo, é presenciar isso. Gente alta com gente baixa, novos com velhos, loiras com japoneses, enfim, uma diversidade de casais que são excelentes exemplos de que o amor é um sentimento que priva pela liberdade. E se a França tem em seu lema principal Liberdade e Fraternidade, o clima realmente é propício para amores livres.
Contar histórias de amor em Paris é fácil. Da ala de brasileiros que vivem por aqui, muitos acabaram vindo por causa de um romance. Jussara Pereira hoje tem 65 anos. Chegou aqui para fazer um curso há mais de 30 anos. Era o auge de sua juventude e numa das muitas noites em que curtia as boates da época parisiense conheceu Pierre. O curso terminou, ela voltou ao Brasil, mas a paixão não a deixou ficar muito tempo longe. Inconformado com a distância e a saudade, o francês foi ao Brasil já com as duas passagens em punho. Fez a amada desistir de seus projetos profissionais no Brasil e vir de navio tentar uma vida com ele aqui. Deu certo. Os dois estão juntos até hoje.
Mas há ainda muitos e muitos casos. Tanto que a cidade acabou virando palco de encontros amorosos no cinema. Dessas muitas ''fornadas cinematográficas'', cenas e mais cenas captadas nos mais diversos lugares de uma cidade que tem uma atmosfera propícia no ar. O mais recente exemplo disso é o filme apresentado em Cannes ''Paris je t'aime''. Na trama vinte histórias (de 5 min cada) acontecem. O tema? Um encontro amoroso nos dias de hoje. No elenco Juliette Binoche, Gena Rowlands, Gerard Depardieu, Melchior Beslon e Natalie Portman. Tudo isso para dizer e mostrar ao mundo o quanto Paris é preciosa para amar.
As histórias de amor em Paris são muitas. Desde amores furtivos, como os confessados pela jornalista Danuza Leão em sua mais recente obra (ela conta que morou varias vezes em Paris, aqui viveu grandes romances, o último durou uma noite só com alguém que conheceu enquanto tomava um café. Isso aos mais de 70 anos de idade, quando veio para a passeio), até casos casos que chegam ao altar como o de Caroline e Davi. Francesa e brasileiro. Não foi aqui que a artista plástica e o engenheiro se conheceram, mas é aqui que vieram viver seu amor.
Durante uma viagem para Machu Pichu, Peru, os dois se conheceram e se apaixonaram. Ela chegou a ir com ele ao Brasil, mas os dois resolveram vir morar em Paris. Apertados em um pequeno apartamento, onde Caroline morava só, eles não estão nem aí, aproveitam as maravilhas das ruas e dos museus para se amar também fora dos lençóis.

mockup