Um é pouco
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de julho de 1997
Jossânia Navolar 
Carmen KleyRosa nunca se sentiu sozinha por ser filha única e tenta fazer com que a filha sinta o mesmoMaria Hosken Caldas Rodrigues, 5 anos, faz parte de um milagre, como gosta de contar sua mãe Rosa Edite Hosken Caldas Rodrigues, 40 anos, advogada. Segundo ela, foram anos tentando engravidar. Por isso, Maria é filha única, assim como Rosa. Minha mãe também teve problemas e só pôde ter um filho. Sei que ser filho único nem sempre é fácil, mas há compensações. Eu, por exemplo, acabei fazendo muitos amigos. Por causa disso, nunca me senti sozinha. Com Maria procuro fazer o mesmo e tento manter regras para que ela não ache que é única no mundo, revela Rosa.
Ela conta que para ter com quem brincar, sua mãe manteve uma babá até ela completar 12 anos. Eu também viajava muito sozinha. Ia para a casa de meus avós e de meus primos. E como tinha família em vários cantos do País, as férias eram bastante movimentadas, lembra.
Rosa acredita que os pais evitavam superprotegê-la, porém a ligação que mantém com eles é muito forte. Quando me casei e fui morar em Curitiba, meu pai me ligava quatro vezes por dia. Hoje ele diminuiu um pouco, liga umas duas vezes, conta.


