Sequinho e levemente crocante, com recheio cremoso que varia de acordo com a cor, o macaron é uma iguaria secular que vem conquistando o paladar dos brasileiros. Apesar de ser considerado um doce típico francês, a história de sua origem é controversa.
A primeira versão da receita, ainda sem recheio, teria surgido no século VIII, num monastério de Veneza, na Itália. Mas o docinho só começou a fazer história no reinado da veneziana Catarina de Médici, no século XVI, 200 anos antes de conquistar outra rainha, Maria Antonieta. De qualquer forma foi na França que o macaron ganhou a fama que se espalhou pelo mundo. Diz a lenda que era o doce preferido de Maria Antonieta, tanto é que no filme sobre a rainha decapitada, dirigido por Sofia Coppola, ele é um dos personagens que adoçam a vida na corte, tendo inspirado a figurinista Milena Canonero em parte do visual da produção - da fotografia aos coloridos figurinos.
''Os ingredientes do macaron são simples, o preparo é que é complicado - exige cuidados especiais no manuseio, temperatura do forno e o delicado ''ponto'', em que até o clima interfere'', diz a doceira Bianca Pozzi, que aprendeu a fazer macarons com um chef francês, em São Paulo. Farinha de amêndoa, ou de castanha de caju, clara de ovo, açúcar de confeiteiro e corante culinário são os ingredientes da massinha colorida. O que faz a diferença é o recheio que pode ter inúmeros sabores. ''Cada cor corresponde a um recheio, os mais tradicionais são baunilha, pistache, framboesa e chocolate'', explica Bianca que está começando a fazer macarons sob encomenda.
A novidade agora é a utilização do macaron como lembrança de casamento, até porque seu formato tem a mesma simbologia do bem-casado: duas metades unidas por um recheio. Sem contar que suas diferentes cores podem fazer bonito na decoração da festa.

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