Kraw Penas‘‘Mostrar o grafismo natural é um grande desafio’’, diz Ricardo Akam
Foi como fotógrafo de bailes de debutantes que ele começou a carreira, há cerca de oito anos. Depois vieram as festas de 15 anos, os desfiles e, finalmente, as modelos. ‘‘E quando você entra nesta área não sai nunca mais. É um vício’’, explica o fotógrafo gaúcho, radicado em Curitiba, Rafael Vieira.
Pelos seus cálculos, desde 94, quando chegou à capital paranaense, já passaram à frente de suas lentes cerca de 1.000 pessoas. ‘‘O motivo’’, explica ele, ‘‘é, acima de tudo, a vaidade’’.
‘‘Normalmente, a fotografia funciona como uma massagem no ego. A pessoa quer se ver diferente de como é no dia a dia. E uma boa produção faz com que ela fique melhor. As pessoas mais velhas ficam parecendo mais novas. Já as mais novas fazem, geralmente, querem ser modelos.’’
Arquivo Folha‘‘As pessoas sempre acham muito divertido bancar modelos por um dia’’, explica SossellaE é graças a esse desejo tão narcisista que Rafael encontrou a realização profissional, trabalhando por conta própria. ‘‘Acho que nem todo mundo consegue sobreviver com o que gosta de fazer. Na fotografia, você é dono da situação, podendo fazer o que quiser. Consigo os resultados única e exclusivamente por causa da minha vocação para criar’’, explica o fotógrafo.

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