Um buquê diferente
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quinta-feira, 06 de maio de 2004
Karla Matida Enviada a Curitiba 
A maioria das mortais assiste a um desfile e vai logo pensando, ''eu quero essa blusa'', ''esse casaco também'' e ''não posso mesmo ficar sem esse vestido''. A designer Silvia Doring pode até ser assim, mas seus pensamentos acabam indo além do desejo de consumo. Foi depois de ver a saia de uma coleção da Chanel que veio boa parte da inspiração para suas criações apresentadas semana passada durante evento da Bergerson em Curitiba.
Ao lado de Marcelo Bergerson, diretor de marketing da rede de joalherias, Silvia mostrou cerca de 40 peças da nova coleção e, é claro, já deve estar fazendo muita gente pensar ''eu quero esse anel, esse colar também e não posso mesmo ficar sem essa pulseira''. No caso, o anel segue uma tendência mundial da volta dos solitários (muito usados no passado e esquecidos até bem pouco tempo atrás). A novidade é que agora eles ganham pedras brasileiras para dar brilho colorido às mãos.
O colar chega longo para dar uma ou várias voltas no pescoço. À la Chanel, ele tem flores em ouro branco e pérolas, um toque moderno sem perder a ternura. E a pulseira? É toda maleável e lembra os românticos anos 1920.
O resumo da ópera, segundo a própria Silvia, é saber que vale contrastar as pedras transparentes e leitosas da linha ''branca'' com os tons escuros do guarda-roupa de inverno. Ou então seguir caminho oposto e brincar com cores, muitas delas, de pedras brasileiras. Para o dia-a-dia, a designer indica argolas e crucifixos. Para a noite, avisa, ouro branco com brilhantes é imbatível. n
* A jornalista Karla Matida viajou a Curitiba a convite da Bergerson


