Um brinde em grande estilo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de dezembro de 1997
Celso Mattos 
A Maison Du Vin trouxe para o Brasil a France 98, com caixas nas cores da bandeira da França
Em embalagem sofisticada, a Noble Cuvée, da Lanson, pode ser uma ótima opção de presente para o Réveillon
Moet Chandon é um dos champanhes mais tradicionais
Rondel e Codorvin são duas opções de marcas com preços acessíveis
Madame Pompadour, uma mulher culta, inteligente e frequentadora assídua da corte de Luís XV costumava dizer que o champanhe é a única bebida que deixa a mulher bonita após bebê-la. Ao que tudo indica, Mauro Marcelo Alves, autor de vários livros sobre vinho parece concordar com ela: Beber champanhe é elegante, feminino e serve para acompanhar qualquer tipo de comida. Talvez, o grande mérito desta bebida está no seu poder de não embebedar nem mesmo os mais afoitos, deixando-os apenas flutuantes e alegres.
À base de uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay, cultivadas na região de Champanhe, ao norte da França, a produção desse vinho é bastante rígida. A bebida precisa passar por uma segunda fermentação na própria garrafa, o que proporciona as deliciosas e famosas bolhas. Ao contrário de outros povos, que saboreiam essa bebida em várias ocasiões, os brasileiros têm o hábito de beber champanhe apenas nesta época do ano.
A boa notícia é que essa realidade está mudando. O Brasil acaba de subir dez pontos na lista dos países que mais consomem champanhe. De 1994 para cá houve um aumento de 72%, fazendo o País sair do 24º e saltar para um honroso 14º lugar no ranking mundial. A explicação para isso está na redução das alíquotas de importação e também na mudança de comportamento das pessoas que não estão consumindo a bebida apenas em comemorações especiais.


