Celina Alonso Az
De Maringá

Foto: Marcos NegriniO livreiro Massao Tsukada diz que as editoras estão sempre atualizando seus dicionários e vendendo muitoToda lista de material escolar que se preze pede um dicionário. Nem é preciso dizer qual é a sua importância na vida dos estudantes. Afinal, ele é um aliado do jovem na guerra contra o empobrecimento do uso da língua portuguesa. Mas, diante de tantos tipos lançados no mercado, surge uma dúvida: como escolher um dicionário adequado para cada idade? Os que existem são bons mesmo?
De acordo com o professor de língua portuguesa, Nailor Marques Junior, diretor do Ateliê de Redação de Maringá, 20 anos de magistério, os dicionários escolares que existem por aí não ajudam muito o aluno. ‘‘Não conheço um que seja bom. Até o ‘‘Aurelião’’ (Dicionário da Língua Portuguesa) é falho. Por considerar muitas palavras em desuso, o autor, Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira, suprimiu-as do vocabulário. Os outros todos reduzem o sentido da palavra, usam sinônimos e não explicam nada. Se em vez de conter cerca de cinco mil palavras tivessem apenas duas mil, bem explicadinhas, o resultado seria bem melhor’’, propõe Marques Jr.
As crianças do maternal também têm seu dicionário ilustrado
Outra sugestão do professor, que é um pesquisador de dicionários: ‘‘Um bom dicionário escolar deveria trazer o sentido da palavra e, pelo menos, duas situações em que elas deveriam ser empregadas porque se o aluno não entender o texto, vai se guiar pelo contexto’’. Ele imagina que os dicionários virtuais sejam melhores do que os convencionais. ‘‘O CD-ROM contém cerca de 150 mil palavras, ou seja, cinco vezes mais que um dicionário’’.

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