Desde a adolescência, a empresária Sílvia Dorê fazia roupas. ''Eu não encontrava nada que me agradasse nas lojas e fazia minhas próprias roupas, além de vestir amigas e parentes. Aí a coisa começou a ficar maior e montei uma confecção há dez anos com apoio de um programa da UEL'', conta ela. Na ocasião, o marido, Ricardo Luiz Dorê, trabalhava como agrônomo e não via no trabalho mais opções de crescimento. ''Já tinha feito de tudo e vi que minha profissão era limitada, coisa que em uma indústria era diferente, podíamos crescer muito mais'', conta Ricardo.
Hoje, ela cuida da parte de criação e ele do financeiro e do marketing. A grife já tem cinco lojas próprias, além de vender em loja multimarcas. Sílvia diz que no começo o casal teve algumas dificuldades. ''Devido à liberdade que temos, a gente se intromete no trabalho um do outro. Antes isso me incomodava e eu levava para casa. Agora aprendi a separar as coisas e não ficar de bico por causa de nossas diferenças'', garante ela. Já Ricardo diz que em nenhum momento se arrepende de ter abandonado a vida no campo. ''Consegui fazer muita coisa depois que passei a trabalhar na fábrica. Ainda penso em voltar para a agronomia, mas como um hobby, e não profissão'', comenta. (H.F.)

mockup