Contrariamente ao que acontece nas escolas de inglês, nos cursos de idiomas alternativos as turmas são menores e formadas basicamente por adultos. ‘‘Só tive um aluno adolescente durante os 10 anos em que dou aulas’’, conta a professora de italiano Tânia Grandinetti. Segundo ela, o perfil dos que se interessam pelo idioma é bem definido: ‘‘A maioria é de advogados, mas há também uma segunda faixa que inclui médicos, jornalistas e professores’’, diz.
De acordo com Tânia, o principal motivo que leva uma pessoa a estudar italiano é o resgate das origens. Há ainda aquelas que resolvem aprender porque gostam da sonoridade e outras porque pretendem viajar para a Itália. ‘‘Londrina está despertando para a língua, e um dos motivos é o Programa Paraná-Europa, que vem trazendo muitos empresários italianos para a cidade’’, observa.
Ela lembra que, além dos cursos particulares, algumas escolas públicas oferecem aulas gratuitas de italiano para a comunidade. É o caso dos colégios Marcelino Champagnat e Vicente Rijo, além da Universidade Estadual de Londrina. A professora garante que com duas aulas por semana, durante dois anos, o aluno consegue ter fluência. Mas se a intenção é aprender o idioma para trabalhar exclusivamente com textos técnicos, este tempo pode ser reduzido.
Com a Leitura Instrumental - um serviço inédito oferecido por Tânia -, a pessoa estará apta a ler textos da área de interesse em apenas dois ou três meses, dependendo da frequência nas aulas. ‘‘É ideal para professores universitários que se preparam para o Mestrado e escolheram fazer exame de proficiência em italiano’’, explica ela, lembrando que a intenção é capacitar o aluno para aquele momento, e não ensiná-lo a falar o idioma.(R.V)

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