TURISMO - Viaje sem sustos
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quinta-feira, 23 de junho de 2016
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
As férias estão chegando e muita gente vai aproveitar o período de recesso escolar para descansar e recarregar as energias para o novo semestre. Independentemente se o seu destino é o Brasil ou o exterior, contratar um seguro de viagem pode tornar sua vida bem mais fácil no caso de imprevistos. O alerta é do professor do curso de Turismo da Unopar Paulo André de Carvalho.
"Quando pensamos em seguro, basicamente pensamos em indenização no caso de perda de bagagem e atendimento médico, mas outros serviços podem ser incluídos, como assistência odontológica, compra de medicamentos, auxílio de custos para parentes que se desloquem até o país para acompanhamento médico, entre outros", explica.
Segundo Carvalho, a contratação do seguro é indicada mesmo em viagens dentro do país porque há imprevistos que os planos de saúde não cobrem. "São vários tipos de seguro dependendo do tipo de viagem, por exemplo, turismo de aventura ou ecoturismo, em que há maior risco de acidentes. De acordo com o tipo (de viagem), os valores podem ser maiores e inclusive cobrir invalidez", afirma.
Atuando também como consultor e guia de turismo, o professor conta que nas viagens ao exterior é preciso verificar as exigências de cada país. Enquanto uns não exigem o seguro para a entrada e ainda prestam assistência médica gratuita ao turista, outros determinam um valor obrigatório de cobertura.
"Alguns países da Comunidade Europeia são signatários do Tratado de Schengen, que promove a livre circulação de pessoas nesses países. Entretanto, exigem um seguro viagem no valor mínimo de 30 mil euros para garantir assistência médica em caso de doença ou acidente. Outros países sugerem um valor mínimo, como a Grã-Bretanha, que pede 15 mil euros, mas lá o governo oferece atendimento gratuito. Já nos Estados Unidos não é obrigatório, mas se o turista tiver algum problema vai ter que arcar com todas as despesas médicas", diz.
No Mercosul a regra também varia de país para país, mas o único seguro obrigatório em comum a todos é para veículos, chamado Carta Verde. A Venezuela exige o seguro pessoal para a entrada. Outro país da América que exige cobertura é Cuba. O professor recomenda que antes da viagem o turista entre em contato com o consulado do país a ser visitado e se informe. "Em alguns lugares, mesmo não sendo obrigatório, ter o seguro é uma indicação de que a pessoa não pretende ficar no país e portanto é um motivo a menos para impedir a entrada."
Cartões
Alguns cartões de crédito oferecem seguro viagem também. A orientação do especialista é de que o turista veja qual modalidade e cobertura que seu cartão oferece. "Pode ser verificado junto a central de atendimento ou naquele papel que vem junto com o cartão. Alguns seguros são automaticamente ativados quando a pessoa compra a passagem e outros exigem que a pessoa comunique que irá viajar."


