TURISMO - Viajando por conta própria
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quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Com tantas ofertas de passagens aéreas e hospedagem em sites e programas de milhagem, é cada vez mais comum os viajantes montarem seus próprios programas de férias ou aquele passeio no feriadão. Os valores são um atrativo, mas é preciso atenção para que pequenos detalhes não tornem a viagem um pesadelo.
Taxas ocultas, vistos de entrada e documentação são alguns dos problemas mais comuns, segundo Paulo André de Carvalho, professor do curso de Turismo da Unopar e consultor de viagem da GMX Travel. Ele alerta que o turista deve estar bem informado para saber lidar com eventuais adversidades, já que não terá a assessoria de um agente de viagens.
"As agências de viagem on-line, como chamamos esses sites, são ótimas opções mas não informam sobre outros detalhes do destino e a documentação necessária para a viagem. Os maiores problemas são com o pós-venda porque caso o passageiro tenha qualquer contratempo será atendido por um telemarketing nem sempre com experiência e possibilidade de resolução imediata", explica.
Os roteiros internacionais, por envolverem diversos detalhes desde conexões até normas de entrada em cada país, são os que merecem mais atenção, segundo o professor. "O transporte aéreo tem muitas regras, principalmente nas viagens internacionais. Além disso, cada companhia também faz as suas quanto ao tamanho e peso da bagagem, transporte de animais e viagem com crianças."
Cristiana Pitol Grassano, diretora da Albatroz Turismo, lembra que o barato pode sair caro quando se coloca o preço como o aspecto mais relevante ao planejar uma viagem. "A experiência e a consultoria do agente de viagens dão ao cliente a garantia de uma viagem tranquila. E se algo acontecer, ele estará à disposição para resolver e isto nem sempre custa mais caro", argumenta.
Para quem gosta de aproveitar as ofertas e vantagens das agências e companhias aéreas, os dois profissionais ouvidos pela FOLHA listaram alguns dos problemas mais comuns e dão dicas para evitar dor de cabeça:
Taxas ocultas muitos sites omitem nas ofertas valores como taxas de turismo, impostos e taxas de embarque nos aeroportos. O cliente só vai saber o valor final quando estiver finalizando a compra, ou pior, quando for fazer o check out do hotel. Há também alguns sites que exibem tarifas em reais, usando um câmbio de conversão mais baixo do que aquele que será cobrado no cartão do cliente quando pagar pela estadia.
Documentação Os problemas mais comuns ocorrem com as crianças. Dentro do território nacional as crianças podem viajar apenas com a certidão de nascimento. Para os países da América Latina que não exigem passaporte, o RG é obrigatório, mesmo para os bebês. Também é preciso se atentar para a documentação necessária caso a criança viaje acompanhada apenas por um dos pais, por parentes próximos ou sob responsabilidade da companhia aérea. Entre as mulheres, nome de solteira no documento e passagem com nome de casada é um dos maiores problemas em embarques. Se o desejo for alugar um carro é preciso verificar a necessidade de carteira de habilitação válida no exterior.

Visto Fique atento à necessidade de visto. Para alguns casos, mesmo que sua passagem pelo país seja apenas para uma conexão, é preciso ter o documento.
Cartão de Vacinação Alguns países exigem vacinas específicas para autorizar a entrada.
Seguro É obrigatório em alguns países. Se atente também ao valor necessário. Alguns, principalmente na Europa, exigem cobertura mínima de 30 mil euros.

Condições climáticas - Se você escolher o período errado para fazer a viagem pode não aproveitar ou não ver o que tanto sonhou. Isso ocorre em caso de neve, por exemplo, ou em destinos que dependem da tábua das marés. Aquela piscina natural que você sonhou conhecer no Nordeste pode estar literalmente debaixo d´água.




