TURISMO - Chocolate para dar e vender
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quinta-feira, 16 de julho de 2015
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Ao contar a história do menino Charlie e suas aventuras em uma certa fábrica de chocolate, o escritor Roald Dahl criou, há 50 anos, uma relação ainda mais apaixonante com o doce do cacau. O livro, de 1964, virou filme em 1971 e também em 2005. No Brasil, as duas versões ganharam o mesmo e sugestivo título em português: A Fantástica Fábrica de Chocolate, inspirando várias gerações a sonhar em visitar os domínios de Willy Wonka.
Mas enquanto na fábrica do senhor Wonka os bilhetes dourados só deram acesso a cinco crianças, a Choco Tour da Garoto recebe cerca de 500 mil visitantes todos os anos. Segundo ponto turístico mais visitado do Espírito Santo, a visita à fábrica de Vila Velha atrai gente de todos os cantos do País e das mais diversas idades desde que acima de 7 anos.
Inicialmente uma fábrica de balas batizada com o nome do fundador, o alemão Henrique Meyerfreund, a Garoto tem 85 anos e há 15 (o aniversário é no mês que vem) oficializou o esquema de visitas com a criação da Choco Tour. A procura é tão grande que é preciso agendar com antecedência. Os desavisados que não conseguem entrar acabam passando pelo Museu Garoto (entrada gratuita) e pela loja de fábrica. Não espere por preços menores, como costuma acontecer com outras lojas de fábrica. "Mas é mais fresquinho, né?!", justifica a maioria dos clientes.
Com o passar dos anos, a fábrica foi crescendo e ganhando "puxadinhos, como a maioria das casas brasileiras", brinca o guia. A vista aérea mostra que é mesmo um puxadão para dar conta dos 2.500 funcionários e a produção que é exportada para mais de 40 países, sem qualquer adaptação de receitas. O bombom Serenata de Amor, o mais vendido da marca, é o mesmo aqui e no exterior.
A visita dura em média 1h30 e contempla várias áreas da produção. Reservar com antecedência é essencial, já que a procura é mesmo grande. Por dia, são cerca de 400 pessoas, separadas em grupos de oito. Todo visitante precisa seguir regras antes mesmo de entrar na fábrica, como é o caso das vestimentas. Por questões de segurança e higiene é preciso vestir calça comprida e blusa de manga (nada de saias, vestidos ou regatas) e sapato fechado sem salto (sandálias e sapatilhas são proibidas quem esquece este detalhe, pode alugar uma bota por R$ 5). Não são permitidas fotos durante a visita. As bolsas, celulares, câmeras, joias e relógios ficam guardados em armários.
Após o vídeo de apresentação, de cinco minutos de duração, o visitante recebe o kit básico: touca, jaleco máscara para quem tem bigode e barba e velcros para ajustar as barras das calças. Fones de ouvido não só protegem como também servem de comunicação com o guia (que não é laranja feito um Oompa Loompa, mas usa a clássica combinação de amarelo e vermelho da empresa). As dicas básicas são: ao subir e descer escadas, sempre segurar o corrimão, não ultrapassar as faixas brancas e não, não mesmo, pegar bombons das milhares caixas de bombons encontradas pelo caminho.
Apesar de não se ver rios e fontes de chocolate como no cinema, o cheiro inebriante está por todos os cantos. Depois de um passeio entre tantas máquinas, o final da visita não deixa de ser lúdico: a sala de degustação tem canos vindo do teto com bombons à vontade. Quem não se sacia, pode ir até a loja, que também oferece souvenirs como sacolas, cadernetas e afins.
No Museu Garoto, o visitante conhece a história da empresa, que ganhou o nome conhecido em homenagem ao sócio falecido de Meyerfreund, Günther Zennig. Ele, percebendo a dificuldade dos clientes em falar Meyerfreund, sugeriu o nome Garoto. Isso porque os primeiros vendedores de balas eram garotos que ficavam em estações de bonde em Vila Velha.
Serviço
Choco Tour Praça Meyerfreund, 01 Vila Velha (ES).
Visitação: de segunda a sexta, das 9 às 15 horas. Sábados: consultar disponibilidade.
Entrada: R$ 17.
Idade mínima: 7 anos.





