Túnel do Tempo
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quinta-feira, 09 de maio de 2002
Rosângela Vale <br>Reportagem Local 
Boas lembranças a gente nunca esquece. De tão preciosas, costumam ficar não apenas na memória, mas também eternizadas em retratos, numa tentativa de congelar o momento, de capturar o etéreo e torná-lo palpável. A Folha da Sexta pediu a algumas mães que abrissem o álbum de família e elegessem um desses instantes. O resultado são três versões de felicidade explícita. Confira.
Eu tinha 23 anos, estava em São Paulo, no Albert Einstein, no dia em que o Gabriel nasceu: 25 de março de 1984. Hoje ele tem 18 anos. Foi um momento muito especial. Naquele instante em que a foto foi tirada, a minha filha mais velha, Mariana, hoje com 20 anos, estava vendo o irmão pela primeira vez. Me lembro que eu estava com um esparadrapo no braço por causa do soro e ela perguntou: Mamãe, é esse o seu dodói?, achando que era dali que o Gabriel tinha saído. Marilze Fleury, empresária
Estávamos no jardim da nossa casa e nos preparávamos para sair. Tínhamos esse hábito: toda vez que íamos para algum lugar, parávamos para tirar foto e, assim, marcar a ocasião. Foi a época mais gostosa que vivi com as minhas filhas, Sara, hoje com 21 anos, e Talita, 24. É um tempo em que os filhos são mais da gente. Hoje, tenho que dividi-las com os namorados, com as atividades profissionais. Lembro-me que quando elas eram pequenas, adoravam sair comigo para tomar lanche nas lojas Americanas. Agora, quase não saímos juntas. Apesar de trabalharmos no mesmo lugar, não sobra tempo para sentar e conversar sobre amenidades. Elizabeth Puccia, empresária
Essa foto foi tirada em 1954, quando eu morava em Paranavaí. Eu era muito jovem, tinha muita alegria de viver. Estava no quintal da minha casa e as minhas filhas, Renata, de 2 anos, e Raquel, 3, estavam brincando no parquinho que meu marido tinha feito para elas. Chegou uma amiga e disse que iria tirar uma foto nossa. Sentei no chão e chamei as meninas. É a imagem mais bonita que tenho com elas. A Paula só nasceu seis anos depois, quando eu já não esperava ter mais filhos. Eu estava com 37 anos e tinha acabado de me mudar para Londrina quando fiquei grávida. Foi muito bom. Por causa da diferença de idade entre elas, fiquei mais tempo com a Paula em casa depois que as mais velhas se casaram. Agora, tenho um um neto e um bisneto pequenos, quase da mesma idade. É maravilhoso, porque quando a gente é moça, acha que não vai conseguir chegar aos 76 anos e conhecer os bisnetos. Wally Pelegrini Piccinin, dona de casa


