Tudo por um fio
Tudo por um fio
Os serviços por telefone estão se tornando cada vez mais abrangentes, oferecendo comodidade aos consumidores
Celso Mattos
Dorico da SilvaNão vale a pena trocar de roupa e tirar o carro da garagem só para comprar um lanche ou uma torta, diz a empresária Maria de Lourdes PelizerO telefone já existe há vários anos, mas a potencialidade que este aparelho oferece ainda está sendo descoberta. Apesar de o sistema de disque não ser uma novidade, a cada dia surgem novos serviços que podem ser solicitados via telefone. Se até há algum tempo só era possível pedir uma pizza ou um lanche através do disque, hoje o leque de opções é bem maior. Para quem não tem tempo a perder para ir ao banco, correio, padaria, farmácia e fotocopiadora pode resolver tudo sem sair de casa.
A grande vantagem desse serviço é a comodidade que ele oferece. Talvez seja por isso que existe um disque para tudo o que se possa imaginar. Há dois anos, a empresária Neusa de Oliveira criou o disque-moldura. Existem muitas pessoas que têm telas, fotos e espelhos em casa, mas nunca encontram tempo para procurar uma moldura adequada. Sem contar que as lojas que trabalham com isso tipo de serviço, geralmente, ficam em locais afastados do centro, justifica. Basta a pessoa ligar que uma vendedora vai até à casa dela com um mostruário, apanha a peça a ser emoldurada e depois faz a entrega.
Para quem deseja fazer uma limpeza geral no quintal ou em algum terreno, mas não sabe onde colocar a sujeira acumulada, a solução é usar o disque-entulho. Nós mandamos uma caçamba ao local solicitado. Quando ela estiver cheia, o cliente volta a ligar e nós vamos buscá-la, informa Paulo Mazei, que administra esse serviço. A caçamba pode ficar até sete dias no local e não pode ser usada para colocar lixo doméstico.
Mário CesarVladmir Fernandes conta que usa o disque-motoboy três vezes por semana
Consumidores A empresária Maria de Lourdes Pelizer Sodré conta que sempre foi uma assídua usuária dos serviços de disque. Peço muita coisa por telefone. No momento, estou usando o disque-padaria para pedir pães e tortas. É mais cômodo e prático, pois não preciso trocar de roupa e tirar o carro da garagem só para comprar pão, conta a empresária, ressaltando que mesmo tendo que pagar um taxa extra vale a pena. Às vezes, uma ida à padaria acaba saindo bem mais cara. A gente pode bater o carro e até ser roubada na rua, diz Maria de Lourdes.
Para Vladmir Fernandes Farias, que trabalha com editoração eletrônica, o disque-motoboy é uma mão na roda. Uso, em média, três vezes por semana para depósitos bancários, entrega de disquetes e fotos. Além de economizar tempo, não preciso usar o meu carro para esses serviços conta Vladmir Fernandes. Mesmo morando no centro e perto de várias farmácias, a dona de casa Adalgisa Foratini, só compra remédios via telefone. Tenho 85 anos de idade e para não sair de casa e atravessar a rua, prefiro usar o disque porque é mais prático. Até panela eu compro por telefone, garante Adalgisa Foratini.
Sempre que pinta aquela sede, o advogado Carlos Carvalho usa o disque-água para abastecer a geladeira. Por uma questão de saúde, em casa nós só usamos água mineral. Eu peço um galão de 20 litros a cada dois dias. Na minha opinião, deveriam existir cada vez mais serviços por telefone. É uma comodidade que vale a pena usufruir, mesmo pagando um pouquinho a mais, afirma o advogado.
Em Londrina (043)
Disk Moldura: 327-1016
Disk Entulho: 348-1414
Disk Padaria: 322-3106
Disk Água: 329-7227
Disk Farmácia: 336-1785
Disk Motoboy: 337-6641





