Fotos: Marcos NegriniO médico Adilson Carlos Gomes, especialista em reprodução humana, analisa os pacientes estéreis como um todo e não como um útero problemáticoQuando a tão esperada gravidez é difícil de acontecer, muitas mulheres não medem esforços. Fazem tratamentos hormonais, cirurgias, tomam quilos de remédios, centenas de injeções, passam por inúmeros exames, fazem inseminação artificial, se submetem a tudo o que for necessário para verem realizado o desejo de ser mãe.
Não é só por causa do conselho bíblico ‘‘Crescei e multiplicai-vos’’ que a maioria dos casais pretende ter filhos. O próprio desejo consequente de uma união estável e feliz, maturidade orgânica e influência ou cobrança familiares são fatores que fazem um casal querer ter filhos.
O grande dilema do casal, principalmente da mulher, é perceber mês a mês que a menstruação trouxe novamente a mensagem de uma não-gravidez, mesclada a uma sensação de incompetência. Outras chegam a engravidar, mas acabam abortando várias vezes.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, casal estéril é aquele que não consegue a gravidez por um período de dois anos com atividade sexual normal e sem utilizar qualquer meio de contraconcepção. É então o momento de começar a investigação das causas. Patrícia e Rodrigo Silva estão casados há oito anos. Há sete tentavam ter um bebê. Achavam que ele tinha problemas. Passaram dois anos fazendo exames. Mudaram quatro vezes de especialista e novos exames demonstraram que o problema era dos dois. Ela teve de submeter-se a dezenas de remédios e injeções. Ele também, além de duas cirurgias. Agora estão há um mês da chegada de Pedro, que nasce em junho. ‘‘Esse filho é mais do que abençoado. E eu a mãe mais feliz do mundo’’, diz Patrícia Silva.

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