O colorido e a grande oferta de lançamentos reluzentes atiçam as crianças na hora das compras dos materiais escolares, o que pode ser um bom incentivo para ter uma volta às aulas animada. No entanto, pais mais experientes e especialistas sugerem ponderação com a lista de materiais dos filhos. Uma dica bastante repetida é comprar somente o essencial, e deixar para adquirir itens não tão urgentes depois do início das aulas, quando os preços caírem.
Nessa onda de corte de gastos e economia entrou o Colégio Londrinense. Na primeira semana de aula a escola organiza uma feira para a venda de livros didáticos usados, explica a diretora educacional, Ieda Terra Alves Gomes. ''É a chance de adquirir o livro por um preço mais barato, e uma maneira de incentivar o empreendedorismo entre os alunos'', revela Ieda.
Outro exemplo nessa linha foi adotado na educação infantil do Colégio Maxi por meio das pequenas bibliotecas que funcionam dentro das salas de aula. Assim, os livros já lidos ficam no acervo da sala, propiciando o rodízio do material entre as séries e o reaproveitamento das edições. Outra forma que a escola encontrou para ensinar os alunos sobre a coletividade são os materiais utilizados nas brincadeiras feitas na areia. ''Esses brinquedos são coletivos, os pais não precisam comprar'', conta Cristina Berti, coordenadora do Maxi Junior.

Livros ou apostilas?
Outra questão que gera dúvidas nos pais diz respeito ao material didático que será utilizado pelos alunos em sala de aula. Se alguns colégios são adeptos dos livros, outros preferem adotar as apostilas, ou ainda decidir por um mix das duas opções.
Para Cristina Berti, do Maxi Junior, a vantagem de trabalhar o aprendizado de crianças e jovens com material desenvolvido pelo próprio sistema de ensino está em apresentar os conteúdos de acordo com o que se quer estimular nos alunos. ''Buscamos valorizar o momento que a criança está vivendo, com uma maneira de apresentação que chame a sua atenção, seguindo as necessidades do aluno e as tendências educacionais. Além disso, a apostila vem com a programação curricular bimestral, diferente do livro, em que o professor fica responsável por essa distribuição de conteúdo'', analisa. O método no colégio vai da educação infantil ao pré-vestibular.
No Colégio Londrinense, a mistura de livros e apostilas foi a escolha da instituição. Segundo Ieda Gomes, que prefere chamar as apostilas de Cadernos Anglo (sistema de ensino adotado pela escola), para cada disciplina há cadernos e livros. ''Os livros são utilizados para acrescentar conteúdo ao material do Anglo, e também nas disciplinas especiais como filosofia, educação cristã e línguas estrangeiras'', explica a diretora. ''A vantagem dos cadernos é que são atualizados todos os anos e escritos por professores autores, aqueles que conhecem o que acontece em uma sala de aula'', argumenta Ieda.

mockup