No próximo domingo, o Dia das Mães vai homenagear as mães de primeira viagem e as mães experientes, as mães de um filho só e as mães de uma dúzia. Para a engenheira de telecomunicações Juliana Martins Menotti Trainotti, seu primeiro Dia das Mães vai ter um gostinho pra lá de especial, ou melhor quatro vezes especial. Mãe de quadrigêmeos, Juliana não esconde a felicidade de ter no colo ao mesmo tempo Felipe, Débora, Bárbara e Giovana. Aos seis meses, o bebês ainda cabem nos braços da mamãe. O que ficou pequeno mesmo é o apartamento no próximo mês a família deve se mudar para uma casa maior.
Quando planejava o futuro, Juliana conta que sonhava com dois filhos. Por conta de uma fertilização in vitro, o casal acabou ganhando quatro bebês de uma vez só. E pela tranquilidade dos dois, o visitante mais desavisado até esquece que a tarefa deles é das mais trabalhosas já que são quatro boquinhas para alimentar, centenas de fraldas para trocar, sem falar nos remédios, nos banhos...
''Se eu me apavorasse estaria perdida'', lembra Juliana, que além do marido Clodoaldo, também conta com a ajuda de duas babás e uma enfermeira à noite. ''Mas mesmo assim, desde que eles chegaram não sabemos mais o que é dormir uma noite inteira'', avisa. Passear com a família completa também não entrou na agenda dos Trainotti. As saídas, por enquanto, se resumem às visitas domingueiras aos avós e os banhos de sol no pátio do prédio. ''Enche de gente à nossa volta'', diz Juliana.
Até três semanas, os bebês ainda eram amamentados com o leite materno. Quando eles passaram para as mamadeiras, Juliana voltou a trabalhar fora. ''Trabalho pela manhã, quando tudo está mais calmo por aqui'', conta a mamãe. ''Mesmo assim fico com dor no coração e ligo para saber se todo mundo mamou, como está todo mundo'', explica.
Seja mamadeira, troca de fralda ou remédio, tudo tem que ser anotado num caderninho. É o controle dos pais para saber se ''todo mundo'' está nos conformes. ''Se um deles chora, é só checar no caderninho para ver quando foi a última mamadeira, se é fome ou não'', ensina Juliana.
Mesmo dividindo as atenções com os outros irmãos, cada bebê já tem suas individualidades. Felipe, por exemplo, já entendeu que é o único homenzinho e quer ser tratado como tal. ''Ele não gosta de esperar e nem de dividir o colo com as irmãs'', diz a mamãe. Débora é a mais risonha, Giovana, a mais calminha e Bárbara, a mais brava dos quatro. ''Ela foi a última a sair do hospital, ficou mais tempo na UTI'', explica o pai.
Mas se hoje os bebês sorriem, choram e até já conversam (os pais-coruja garantem que Giovana é a mais faladeira), os quatro foram motivo de muita preocupação. ''Quando nasceram, os médicos disseram que eles não resistiriam 72 horas'', lembra Juliana. ''É um milagre eles estarem aqui agora'', completa.
Claro que quem é mãe sabe que as preocupações, na verdade, estão só começando. ''Já imagino quando os quatro estiverem andando pela casa'', sorri Juliana, que tem mesmo quatro bons motivos para se alegrar.n

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