A velha calça desbotada ou coisa assim se tornou a estrela das coleções da próxima estação. O jeans deixou de ser básico e se transformou no grande barato de estilistas e grifes que descobriram ser possível fazer o impossível com ele.
Cada vez mais se faz moda com o jeans. Essa transformação de coadjuvante para personagem central aconteceu graças à introdução da tecnologia nos processos de lavagem e modelagem. O jeans é, irreversivelmente, um universo a ser explorado. Entra coleção, sai coleção e as novidades não se esgotam.
A customização foi a vedete do último verão. Era o jeans quase que pessoal e intransferível. A busca pela personalização. Agora, a inovação fica por conta de modelos e cortes, além do tratamento dado ao tecido.
Tem de tudo: oversize, cigarrete, pantalona e outras experiências ousadas. Calças, casacos, saias e paletós ocupam espaços de destaque em coleções e vitrines das mais sofisticadas. É um novo tempo, um novo status.
A grife mineira Vide Bula, por exemplo, abusa do oversize e introduz estampas na coleção inverno 2002. A Anni-Futturi também inova com uma calça em forma de ferradura. Isso sem falar na minissaia sobreposta em calças com modelagens mais justas, presentes em todas as coleções.
O jeans vintage vem com toda força, conferindo ao tecido o aspecto de usado (usado e não desgastado). O termo vintage foi emprestado do sofisticado mundo do vinho e denomina os exemplares de safras raras e especiais. O nome (que se aplica também às roupas antigas de bons brechós com estilo de época) migrou para a moda como adjetivo de produto de valor.
Rendas e bordados conferem ao jeans um toque de sofisticação. As peças agora podem ser usadas em todas as ocasiões, desde os momentos mais comuns até os eventos mais disputados.
Os novos tratamentos abriram um leque de possibilidades para os estilistas. O que antes se resumia a calças e jaquetas, hoje virou terno, bota, sandália, bolsa, cinto, bracelete, relógio e o que a imaginação permitir.

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