‘‘Obrigado’’, ‘‘nada’’ e ‘‘satisfeito’’, essas são as únicas palavras em português que o italiano Matteo Anesi, 14 anos, sabe falar. Ele veio da pequena cidade de Trento para ficar um mês em Londrina, participando do Interchange. Matteo Anesi está na casa de Grace Arrabal e, em julho de 99, ele vai receber em sua casa, Carlos Arrabal, 14 anos, filho de Grace. ‘‘Estou adorando Londrina’’, conta Matteo que do Brasil só conhecia o futebol e a música da banda Sepultura.
Ao ser questionado sobre a comida brasileira, ele foi taxativo: ‘‘O Brasil pode ter o melhor futebol, mas a Itália tem a melhor comida’’. Mas logo faz uma observação: ‘‘adorei suco de maracujá. Nunca tinha experimentado’’, diz Matteo Anesi, que também gostou muito de gêngis khan. Ele já esteve no Japão e na República Checa participando do CISV. ‘‘É sempre uma grande experiência conviver com famílias tão diferentes’’, afirma ele, dizendo que vai sentir muita saudades do Brasil. Uma saudade que, segundo Matteo, será amenizada quando ele receber em sua casa o ‘‘irmão’’ Carlos Arrabal, no próximo ano. ‘‘Com certeza, teremos muito o que conversar’’, conclui.
Em julho de 96, a londrinense Livia Rizzi Razente, 13 anos, participou de um acampanento na Alemanha. ‘‘Foi ótimo porque conheci crianças de diferentes culturas e fiz muitas amizades. Até hoje mantenho contato com uma amiga do Chile’’. Mas nem tudo foi um mar-de-rosas: ‘‘Eu fiquei doente, com uma infecção no ouvido, mas fui muito bem atendida pelos monitores que passavam a noite toda ao meu lado’’. Mesmo assim, Livia diz que houve momentos em que ela se questionou: ‘‘O que é que estou fazendo aqui, sozinha, no meio de estranhos? Na verdade, eu estava com muita saudades de casa. Mas a experiência vale a pena e eu recomendo a todas as crianças’’, diz Livia Rizzi.

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