A tendência em campainhas de celular agora é, sem dúvida, o ringtone, o toque personalizado de celular, que veio para substituir de vez a velha campainha original do aparelho. Já não era sem tempo. Além de ser tendência fashion, as pessoas podem colocar músicas recém-lançadas pelos seus ídolos e podem personalizar as campainhas para evitar aquele mal-estar de não saber de quem é o aparelho que está tocando ou mesmo para ter um toque especial quando quem liga é o namorado(a), o chefe ou a mãe.
De acordo com pesquisa da Jupiter Research, o mercado de ringtones movimenta cerca de US$ 3,5 bilhões em todo o mundo. No Brasil, a situação não é muito diferente. Há aqui 56 milhões de celulares, sendo que 24 milhões deles são aparelhos que têm tecnologia para ''baixar'' ringtones, sejam eles monofônicos (que tocam apenas um timbre); polifônicos (que podem tocar até 32 timbres); ou o chamado truetone (a reprodução original de uma música).
Números A Ligaki, empresa que oferece músicas para download, fechou o ano comemorando a marca de mais de 2 milhões de ringtones baixados e identificou, através de uma pesquisa, que Londrina está entre as dez cidades que mais baixaram os toques.
Segundo o gerente de produtos da Sercomtel, Mauro Sérgio Baniski, o volume de vendas dos ringtones pela operadora chegou a 90 mil desde outubro do ano passado. ''A maioria deles, cerca de 85%, são feitos para celulares pré-pagos, de adolescentes. Os jovens trocam bastante de música, estão sempre procurando as canções de sucesso do momento'', afirma. ''Os adultos usam geralmente uma música para personalizar o aparelho ou então hino de times de futebol. Eles não compram tanto quanto os mais jovens'', diz o gerente de produtos da Vivo, Carlos Alberto Delfino Corrêa.
A coisa tem feito tanto sucesso que, de acordo com Mauro, algumas gravadoras já fazem acordos com as fornecedoras de ringtones para disponibilizar as músicas para download simultaneamente ao lançamento de CDs e DVDs. ''O serviço acompanha a dinâmica da música. Toda semana tem opções novas'', garante. ''A Rádio Jovem Pan, em parceria com a Ligaki, costuma fazer promoção com os ringtones e premia ouvintes que baixarem determinadas músicas primeiro. A idéia tem dado certo'', comenta Carlos.
Favoritos Até premiação para músicas que baterem a marca dos 50 mil downloads de ringtones já existe. Os primeiros artistas premiados foram o rapper virtual Dogão e a cantora Pitty. ''No momento a música mais baixada é a 'Festa no ap', do cantor Latino. Geralmente o público prefere as músicas mais agitadas. As lentas não fazem muito sucesso, a pessoa baixa mas não usa no aparelho. Das clássicas, a música 'YMCA', do Village People, é sempre muito pedida'', diz o gerente da Sercomtel, Mauro Baniski.
Para quem ainda não se antenou, nada disso é complicado. A idéia é que o usuário otimize cada vez mais seu tempo, multiplique as funções do celular e, claro, utilize o aparelho como um reflexo de sua personalidade, seja para ouvir tocar a música que gosta, seja para interagir com pessoas da mesma ''tribo''. Os ringtones podem ser baixados pelo próprio aparelho, através de mensagens de MSM, ou pela internet, acessando sites de operadoras e fornecedoras de toques.
O custo das músicas varia de R$ 1,40 a R$ 4,40, dependendo do formato monofônico ou polifônico. ''As monofônicas ainda saem mais porque os aparelhos que aceitam as polifônicas são mais novos e mais caros. O cliente pode armazenar as músicas no aparelho e definir uma música as pessoas importantes de sua agenda. Cada aparelho tem uma capacidade diferente de armazenamento'', explica o gerente da Vivo Carlos Alberto. (Colaborou Herica Fondazzi/Reportagem Local)


  ‘‘Nunca baixei nenhuma música para celular porque acho desnecessário. Mas muita gente usa, principalmente as músicas de filmes e as engraçadas. Cada um faz o que quer, as músicas são até que baratas, mas eu tenho celular por necessidade, não por diversão’’.
Ana Leal Pureza Paixão, 17 anos, estudante

  ‘‘Tenho umas dez músicas no meu celular. Geralmente escolho aquelas que têm a ver com a pessoa que me liga ou são músicas que estão fazendo sucesso. Como todo mundo tem, eu uso por diversão. Não pago pelos toques porque eu baixo da internet e depois passo para o celular, mas nem lembro quando baixei a última música’’.
Danilo Bittar, 18 anos, estudante

  ‘‘Faz um ano que tenho ringtones no meu celular e peguei sete músicas até agora. Descobri porque o vendedor da loja onde comprei o aparelho me falou. Tenho toques especiais para amigos e pessoas da minha família. Costumo pegar músicas que me lembrem a pessoa. Uso porque não é caro e acho interessante’’'.
Vanessa Ventura Lazarini, 16 anos, estudante

  ‘‘Descobri os ringtones por amigos que comentaram comigo, e uso há dois. Tenho umas dez músicas para mudar o toque do aparelho, não para identificar uma pessoa especial. Tenho um pouco de preguiça de ficar procurando uma música para cada pessoa, prefiro pegar aquelas que eu gosto e fazem sucesso’’.
Danilo Grisotto Ponce, 15 anos, estudante

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