Trigêmeos juntos
Os irmãos Andressa, Fouad e William Filho, hoje com 15 anos de idade, são trigêmeos e já passaram por diversas situações durante a vida escolar. Dos 4 anos quando entraram na escola até os 10, os três estudaram cada um em uma sala de aula. "Na época morávamos em São Paulo e não deixaram eles estudarem juntos para que cada um pudesse desenvolver sua individualidade", explica a mãe dos trigêmeos Daniela Dequech Nabhan. "A ideia era que eles se socializassem com pessoas diferentes, tivessem grupos de amigos distintos", acrescenta William Nabhan, pais dos adolescentes.
Quando a família se mudou para Londrina, os trigêmeos já tinham 11 anos de idade e uma nova formação ocorreu na escola. "Nessa época eu e o meu irmão, William, fomos estudar na mesma sala. Foi bom para nós porque era um colégio novo e isso ajudou para que não ficássemos isolados, já que chegamos no meio do ano", conta Fouad. Já Andressa, que ficou em outra sala, sofreu mais com a adaptação. "Para mim foi mais difícil, pois estava sozinha e tinha muita vergonha de me aproximar e fazer novas amizades", relembra ela.
A disposição das salas, porém, logo foi alterada. "Eu e o Fouad começamos a brigar em sala e ele acabou mudando", diz William Filho. Fouad passou para outra turma, antes de se mudar para a classe de Andressa. Atualmente, os três irmãos estudam juntos e se preparam para iniciar o terceiro ano consecutivo na mesma classe. De acordo com o trio, não há comparação por parte dos professores e a vida escolar se dá de forma tranquila: "É muito bom pois cada um tem seu grupo, mas acabamos tendo amizade com todo mundo por causa dos irmãos", relata Fouad. "Para fazer trabalho, por exemplo, cada um fica em um grupo, mas se tem alguma dúvida ou alguma dificuldade, nos ajudamos", acrescenta William Filho.
Os pais William e Daniela explicam que sempre houve flexibilidade da escola na hora de fazer as mudanças, o que ajudou no desenvolvimento dos filhos. Para os dois, não há regras quanto à educação de irmãos gêmeos e cada caso deve ser analisado individualmente. "Sendo gêmeos ou trigêmeos, cada um tem sua personalidade e seu jeito. Por isso, não existe regra", avalia Daniela. "Também é preciso entender que eles passam por fases e as situações podem mudar quando são crianças e quando são adolescentes", analisa William.
Hoje, pai e mãe comemoram a união dos filhos em sala de aula. "Para mim, como mãe, é mais fácil todos juntos na mesma sala. Primeiro pela parte da socialização, pois são menos eventos para levar e buscar, segundo pela parte dos trabalhos, que têm sempre o mesmo prazo. Além disso, eles são muito cúmplices, nunca um vem contar alguma coisa que aconteceu com o outro na escola. A relação é muito boa". (B.Q.)






