Treze minutos de adrenalina
Celso Mattos
Aqueles que gostam de videogame sempre sonharam em participar do jogo de forma mais real e menos virtual. A possibilidade de realizar essa fantasia, mesmo que seja por alguns minutos e de forma ilusória, tornou-se possível com a inauguração do Laser War no Play Master do Catuaí Shopping Center. A novidade vem atraindo a atenção, principalmente daqueles que gostam de altas doses de adrenalina. Como o próprio nome sugere, o jogo é uma brincadeira que simula uma batalha com armas que emitem raios lasers.
O campo de ação é um labirinto de 350 metros quadrados, dividido em dois pavimentos. Para dar mais tensão ao jogo, o ambiente é pouco iluminado, com muita fumaça no ar e som de rock pesado. Segundo Otávio Monteiro, diretor geral da rede Play Master, o Laser War ficará em Londrina temporariamente. Ainda não sabemos por quanto tempo. Tudo vai depender do interesse do público pelo jogo. Além disso, nossa intenção é estar sempre oferecendo uma novidade às pessoas que frequentam o parque, afirma.
Violência O jogo consiste na simulação de uma batalha travada entre duas equipes que se diferenciam pela cor do colete - verde e vermelho. Vence a equipe que conseguir eliminar um maior número de adversários. No final, cada participante recebe um cartão com o total de pontos obtidos, explica Otávio Monteiro. Podem participar no máximo 18 pessoas, nove de cada lado. Antes de entrar em ação, os jogadores assistem a um vídeo sobre o funcionamento e as regras do Laser War. O jogo dura exatamente 13 minutos, informa.
Otávio Monteiro ressalta que, ao contrário da idade, o que limita a participação é a estatura. É preciso ter, no mínimo, 1,35 m de altura para o colete se fixar ao corpo, explica. Ele esclarece que o laser emitido pela arma não é prejudicial à saúde, podendo atingir qualquer parte do corpo sem qualquer risco. O Laser War obedece o mesmo horário de funcionamento do Play Master, e o preço por pessoa é de R$ 5,00, R$ 6,00 e R$ 8,00, variando de acordo com horário e dia da semana.
Ao contrário do que muitos pensam, Otávio Monteiro defende que o jogo não incita a violência. As pessoas precisam saber separar a realidade da fantasia. É uma brincadeira sem brutalidade, na qual não há perigo de alguém se machucar. Além disso, é um bom exercício para descarregar as tensões do dia-a-dia, sugere.
Treinamento O Pelotão de Choque do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina foi convidado para conhecer o jogo e aprovou o Laser War como tática de treinamento. É muito próximo da realidade, pois reflete as situações que nós temos que enfrentar no nosso trabalho, diz o tenente Nelson Villa Júnior. Para o soldado Moisés Barbosa dos Santos, o jogo é um ótimo treinamento porque, como ninguém corre risco de se machucar, é possível ousar mais. O local também é apropriado porque simula um esconderijo, onde é preciso usar diferentes táticas, observa.
Para o estudante Renato Augusto Alves, 14 anos, o Laser War é uma brincadeira que mexe com a adrenalina e funciona como atividade física. Durante 13 minutos, a gente anda bastante, sobe e desce rampas. É muito legal reunir os amigos e vir para cá descarregar as energias, opina. E, para quem pensa que o jogo agrada apenas aos homens, está enganado. A estudante Luana Alves, 16 anos, que foi junto com irmão Renato Augusto, também gostou. Meu escore foi péssimo, menos 123 pontos. Pelo jeito não consegui eliminar ninguém, mas me diverti muito, garante ela.





