Ainda que timidamente, as mulheres estão mais empenhadas em resolver os próprios nós quando o assunto é sexualidade. Pelo menos, é o que tem notado Carmita, também fundadora do Projeto Sexualidade da Universidade de São Paulo (USP), que oferece atendimento e tratamento no Hospital das Clínicas. ‘‘Antigamente, apareciam sete homens para cada mulher; hoje, são dois para uma.’’ Ela atua ainda no SpaSex, um centro de informações, palestras e esclarecimento de dúvidas relacionadas à sexualidade, fruto da parceria entre o Instituto de Psiquiatria da USP e o laboratório Lilly.
  Quando as mulheres procuram tratamento para a baixa da libido, primeiramente, são feitos exames para detectar doenças que podem interferir na sexualidade. Com um diagnóstico preciso, são indicados medicamentos para corrigir o problema. Os remédios são combinados à psicoterapia, ou só a última é recomendada.
  O importante é saber que o ritmo dos desejos feminino e masculino podem ser muito diferentes. Muitas vezes, um parceiro tem mais desejo do que o outro, sem representar um problema, necessariamente. ‘‘É uma situação bastante comum. As terapias de casal podem facilitar essa ‘negociação’, como podem identificar um problema mais importante que está escondido por trás da queixa de ritmos diferentes’’, comenta o sexólogo Gerson Lopes. (F.C.)

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