Tratamento tem três possibilidades
O diagnóstico clínico, aquele feito através da consulta com um médico, é a maneira mais comum de se detectar a artrite. Mas em casos onde fica alguma dúvida, é possível realizar um exame sanguíneo de fator reumatóide e anticorpo CCP.
Ela explica que, inicialmente, os tratamentos são feitos com medicamentos de via oral. ''Eles são antiinflamatórios e remédios de base. Cerca de 70% dos casos se resolvem dessa forma'', garante. Quando essa etapa não dá um bom resultado, os remédios conhecidos como anti TNF, injetáveis e dirigidos contra o fator de necrose tumoral são a segunda opção. ''Mas mesmo assim alguns pacientes não conseguem melhora nos sintomas'', comenta o reumatologista Sebastião Cézar Radominski. Os novos medicamentos, à base de retuximabe, que estão em processo de liberação pela Anvisa, funcionam como última opção.
A doença não tem cura, mas seus sintomas podem ser controlados com a medicação correta. ''Geralmente, o tratamento dura cerca de dois anos. As inflamações podem ser controladas, mas não é possível recuperar o que foi lesionado'', explica Cacilda.
Ela alerta para a importância de se manter o acompanhamento médico durante o período de uso dos remédios. ''Eles possuem efeitos colaterais sérios, como problemas hepáticos e renais, possibilidade de anemia e infecções'', acrescenta. (H.F.)





