Divulgação‘‘Quem diz que a medicina não é psicossomática está tratando de fantasma’’, enfatiza o médico pediatra e psicoterapeuta Adolpho Menezes de MelloNa Grécia antiga, aproximadamente em 450 a.C., a incipiente medicina já pregava que ‘‘importante é o doente’’. Hoje, mais do que nunca, há uma tendência em levar em consideração o paciente de modo global. Isso porque muitas das perturbações ou lesões orgânicas podem ser produzidas por influências psíquicas (emoções, desejos, medo, etc). O médico Adolpho Menezes de Mello, de Marília, interior de São Paulo, explica que a psicossomática é uma filosofia de vida, uma postura que faz compreender a pessoa de modo global, relacionando-a com o meio.
Mello é enfático ao afirmar que a medicina ou é psicossomática ou não é medicina. ‘‘Quem diz o contrário está tratando de um fantasma’’, afirma. Adolpho tem algumas colocações polêmicas em relação à profissão e aos profissionais da área. Rebate os médicos que praticam uma medicina cartesiana, tratando o doente de forma compartimentada. E reprova ‘‘essa estranha medicina que salva para satisfazer o desenvolvimento intelectual e científico, além de satisfazer o ego do médico’’.
Segundo ele, a relação humana na medicina está ficando defeituosa. ‘‘Hoje, o médico tem medo do paciente. Solicita exames demais, procura documentos demais, se vale da tecnologia e a relação humana desaparece’’, opina. Para o especialista, a medicina não leva em consideração a psicossomática porque o profissiomal é malformado. As escolas de medicina dão informações e ensinamentos técnicos. ‘‘A formação deveria ser mais ampla’’, complementa. O preconceito em relação à medicina holística (global) ainda persiste. Adolpho defende que a holística é a única salvação para a medicina. ‘‘Ou ela se torna global ou deixará de ser adequada’’, apregoa.

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