Quem adquire o vírus da hepatite B e desenvolve a doença na forma crônica terá um árduo caminho durante o tratamento. Ainda não há cura definitiva e os medicamentos, segundo o infectologista Jan Walter Stegmann, dão bons resultados em 20% dos casos. ''Os remédios ajudam a melhorar a sobrevida do paciente, mas provavelmente terão que ser tomados para o resto da vida para evitar uma possível cirrose'', afirma.
Outro problema é a resistência que o vírus da hepatite B desenvolveu para a medicação disponível na rede pública. Segundo reportagem publicada esta semana pela revista Veja, metade dos pacientes tratados com lamivudina, droga usada contra o vírus, deixam de responder à terapia.
Para resolver esse problema, o mercado desenvolveu uma nova linha de remédios, o adefovir e o entecavir. ''O adefovir chegou ao Brasil há um ano e meio e é a melhor opção para doentes que apresentam resistência à lamivudina distribuída pelo governo'', diz o especialista chinês em hepatite B, George Lau. A má notícia nesse caso é o preço do tratamento, que fica em torno de R$ 600 por mês e não é oferecido pela rede pública.
Quem não consegue pagar o tratamento, não responde à lamivudina e desenvolve a cirrose precisa se submeter a um transplante de fígado para se livrar da doença. A boa notícia? De acordo com Jan, apenas 2% dos pacientes acabam morrendo em consequência da hepatite B. O restante convive com a doença para sempre. (H.F.)

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