Tratamento alternativo
Tratamento alternativo
O pediatra Antônio Carlos de Siqueira explica que a antroposofia trata do problema a partir da análise da criança como um todo. Apesar da visão holística, global, a medicina antroposófica não exclui os avanços da medicina tradicional. De acordo com nossa abordagem, primeiro verificamos se a criança não apresenta nenhum problema orgânico, diz.
Até os 6 anos, entende o médico, a enurese é considerada relativamente normal. A partir dessa faixa etária, começa a ser mais problemático, verifica. Os tratamentos antroposóficos oferecem alternativas aos métodos convencionais. Utilizamos remédios de natureza mineral, vegetal ou até metais como a prata, comenta. Conforme Siqueira, a prata é indicada em forma de pomada e deve ser passada na região da bexiga. A prata tem a ver com os líquidos corporais, sua função é regular a água do corpo. Na medicina antroposófica, esse metal tem ligação com a lua, e a lua tem relação com os ciclos menstruais e as marés, destaca o pediatra.
Siqueira também diz que se utiliza da planta Hypericum, ministrada em forma de gotinhas ou pequenos comprimidos. Sua função é ativar o metabolismo. O objetivo do Hypericum é que a criança fique mais acordada e consciente da função metabólica, da parte inferior do organismo, onde ficam os orgãos genitais, desenvolvendo, assim, maior controle, esclarece. O fósforo, via oral, em gotinhas ou comprimidos, tem a mesma função da planta. Como o próprio nome já diz, ele funciona no sentido de deixar a parte inferior do corpo mais desperta.
Mudança de hábitos Os pais já devem ficar atentos no comportamento do filho a partir dos 3 anos. Se após tirar as fraldas da criança, ela continuar fazendo xixi na cama à noite pode estar sofrendo de enurese. Uma consulta ao pediatra esclarece qualquer dúvida. Siqueira lembra que o passo mais importante no tratamento é a mudança de hábitos incorretos e a orientação pedagógica aos pais. De acordo com a medicina antroposófica, o tratamento não se baseia apenas no ponto de vista medicamentoso. Atitudes pedagógicas são importantes frisa. Ele lembra que posturas traumáticas para as crianças, como dar bronca ou bater, são bem prejudiciais na cura.
Os pais devem ser rígidos, diz, mas o relacionamento deve ser amoroso. Na Alemanha, os pediatras recomendam aos pais que façam os filhos lavar os lençóis para que eles tenham maior consciência de seus atos e mais responsabilidade. É uma medida drástica, mas faz com que a criança preste mais atenção na função dela. O especialista lembra que a mãe chama a atenção do filho, mas sempre acaba resolvendo o problema.
Outra dica de Siqueira é a valorização de atos corretos dos filhos. Elogiar a criança quando a cama amanhece seca, ou fazer um calendário marcando os dias de chuva em que ela faz xixi na cama e os dias de sol em que ela não faz, sempre funciona bem. Também é indicado estimular bastante a criança durante o dia, para que à noite ela tenha um sono mais tranquilo. Evitar comer doces, refrigerantes e mamadeiras com chocolate porque isso obriga a criança a tomar água depois. Os pais devem aprender a lidar com o problema, principalmente mudando os hábitos incorretos.





