Quem vê o pequeno Victor Stoffel Chamberlain, de 2 anos, perguntar sobre o reinício das aulas não imagina que seu primeiro dia na escola não tenha sido tão tranquilo assim. Sua mãe, a chef de cozinha Fernanda Stoffel, conta que a adaptação dele foi um pouco trabalhosa.
"A primeira dificuldade foi encontrar uma escola, já que eu tinha chegado há pouco tempo em Londrina e não tinha referências. Visitei várias até escolher uma. Depois, minha dificuldade foi deixá-lo lá. Eu tinha lido em algum lugar que para a criança o primeiro dia de aula é como chegar sozinho a uma festa em que você não conhece ninguém. Não sei se isso acabou atrapalhando um pouco. Acho que para ele foi muito difícil e me sentia culpada em deixá-lo", conta.
Nos primeiros dois dias Fernanda diz que ficou com o filho na sala de aula. Nessas ocasiões procurava mostrar que gostava da professora, que ele poderia se sentir tranquilo lá. Depois passou a deixá-lo com a professora e ia embora. O choro começou no quarto dia, assim que ela se despedia. "Nos três primeiros dias não tivemos problemas, depois ele começou a chorar. Acho que foram mais ou menos uns 20 dias para ele chorar mais. Foi um período difícil mas a escola me deu muito apoio emocional e isso foi muito importante", destaca.

PRONTA
Na casa da servidora pública Tatiana Saito, o primeiro dia de aula de Giovanna Serenato, 2 anos, foi cercado de expectativa, mas também de muita alegria. A menina foi para a escola em outubro do ano passado e para tranquilidade dos pais, se adaptou rapidamente. "Acho que ela estava pronta para a escola. Nós tínhamos ido conhecer as instalações um pouco antes, mas não havia alunos ainda. Na primeira semana eu fiquei por perto, caso ela precisasse de alguma coisa, e depois ela passou a ficar sozinha", recorda Tatiana.
A mãe conta que ficou um pouco preocupada em saber como seria a reação da filha, mas que se sentia tranquila com o colégio escolhido, o que talvez tenha deixado a menina tranquila também. "A professora diz que a criança sente o que estamos sentindo, talvez isso tenha ajudado porque, apesar da preocupação, estava tranquila e feliz por ela ir para a escola. Outra coisa que talvez tenha facilitado a adaptação é que a Giovanna fazia balé desde o início do ano, então estava acostumada com outras crianças e um ambiente diferente." (E.G.)

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