Para muitos pais, ver os filhos estudando na mesma escola em que eles próprios passaram alguns anos da vida escolar é motivo de satisfação. Por isso, muitas instituições se orgulham de ser tradicionais e de ter construído um nome que passe credibilidade para os pais. "Mesmo sendo uma cidade de porte médio, Londrina ainda valoriza muito a tradição, o respeito e a confiança nas instituições", analisa o diretor de marketing e matrículas do Colégio Universitário, Manuel Gonçalves Sousa Machado.

Com 45 anos de história, atualmente cerca de 25% dos pais e mães de alunos do Universitário estudaram no local no passado. "Tem até alguns casos de netos de ex-alunos", conta. "Temos missões e valores que foram estabelecidos quando o colégio foi fundado e aos quais somos fiéis até hoje. Isso, somado ao tempo de serviço e à qualidade do ensino, gera uma seriedade no trabalho que é apreciada pelos pais", explica Machado.

Para ele, a boa escola é composta principalmente por quatro pilares. "Equipe: com bons professores; seriedade: que só se consegue com muitos anos de trabalho; boas instalações: com salas confortáveis, seguras e funcionais; e material de apoio", destaca. Machado avalia ainda que tradição não é sinônimo de falta de inovação. "Estamos sempre ligados nas novidades em relação à educação. Prova disso é que depois de 32 anos vamos mudar nosso sistema de ensino no ano que vem", revela. "Foram anos de estudos e análises até chegarmos ao método escolhido. Fizemos uma reunião com os pais e tivemos 100% de aprovação em relação à mudança, mais uma prova da confiança no nosso trabalho", complementa.

OUTRA LÍNGUA
Nas escolas de idiomas, tradição e inovação também andam juntas. Com salas multimídias e quadros virtuais, o Cultural nem parece já ser um "senhor" de 59 anos. "Ser tradicional não é sinônimo de ser velho. Apenas o fato de ser antigo não significa nada se esse tempo não for utilizado para o aprimoramento", reflete Ely Torresin, diretor executivo do Cultural.

Para Torresin, o estudo constante se transforma em know-how e dá credibilidade para a instituição. "Passamos por todas as fases e metodologias, desde o livro em preto e branco até a era digital. Sabemos o que funciona e o que não funciona. Além disso, quando enfrentamos desafios temos uma bagagem que nos ajuda a tomar a melhor decisão", valoriza.

Para se manter sempre atualizado, o diretor conta que a escola de idiomas faz uma revisão dos materiais didáticos a cada três anos. "Analisamos todos os nossos materiais e aquilo que está no mercado. Quando há uma metodologia nova, paramos e estudamos". Segundo Torresin, é essencial conhecer as novidades para adequar o ensino à realidade dos alunos. "As tecnologias dão relevância ao conteúdo estudado", finaliza.

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| Foto: Fotos:Ricardo Chicarelli e Rei Santos
"Londrina valoriza muito a tradição, o respeito e a confiança nas instituições", diz Manuel Machado, do Colégio Universitário, fundado há 45 anos
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No Cultural, que tem 59 anos de história, estudo constante se transforma em know-how e dá credibilidade para a instituição
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