Trabalhando habilidades físicas
Não tão novo e também bastante em alta, o treinamento funcional é conhecido por usar diferentes objetos e exercícios para trazer condicionamento físico e consciência corporal. O educador físico Paulo Alves explica que o treinamento funcional trabalha as habilidades físicas: equilíbrio, força, velocidade, coordenação, flexibilidade e resistência usando diversos métodos e implementos, como são chamados as cordas, pneus, bolas e outros objetos.
Com vasta experiência em capacitar outros instrutores, Alves destaca que no funcional o foco são os movimentos e não os músculos. "Treinamos o corpo todo e cada implemento pode ser usado para vários objetivos. Temos uma variedade de movimentos, os exercícios não são iguais. Por exemplo, na flexão de braço podemos variar o movimento alternando as posições das mãos e dos pés", explica.
Embora muitas pessoas busquem o treinamento funcional com o objetivo de definir o corpo ou perder peso, ele destaca que essas são consequências de se trabalhar as habilidades físicas. Outra característica do funcional, segundo Alves, são os desafios propostos a cada aula. "O treino deve ser divertido, a pessoa precisa se sentir tentada a fazer aquilo. E como é algo personalizado podemos criar as atividades de acordo com o que cada um gosta de fazer. E é isso que atrai muitas pessoas", explica.
Também por ser uma atividade individual, embora possa ser feita com mais de um aluno ao mesmo tempo, não há contraindicação e todos podem participar, desenvolvendo os exercícios no seu ritmo. Assim, mesmo quem sofre com diversas patologias encontra no funcional uma forma divertida de se exercitar.
O advogado Arthur Gatti conta que optou pelo exercício funcional há 7 meses por causa de lesões na coluna lombar, responsáveis por afastá-lo diversas vezes do trabalho e das atividades físicas. A indicação para o funcional veio do fisioterapeuta, depois de um ano de pilates. "O funcional me deu estabilidade e as lesões pararam de acontecer. Melhorou minha postura, minha consciência corporal e minha qualidade de vida", explica.
Também foram problemas causados pela postura no trabalho que levaram a dentista Maria Cristina Kanada a buscar o exercício funcional quatro anos atrás. Ela conta que depois de seis meses a dor desapareceu e não voltou mais. "Acho os treinos dinâmicos, por isso não enjoo. Melhorou minha postura e meu corpo também está mais definido, mas isso foi uma consequência." (E.G)







