Milton DóriaNa varanda, a técnica monocromática espatulada suaviza o tom quente do azulDepois de décadas de muito branco e gelo, a cor sai do anonimato e chega às paredes. Não a cor total, mas misturas sutis de texturas, em tons e semitons quentes e frios, que resultam em belas composições. Mais que enfeitar, esses recursos eliminam defeitos e transformam o visual do ambiente. Até porque quando não dá para mudar de casa ou trocar os móveis, uma boa solução é renovar as paredes, criando um clima de novidade com técnicas especiais, cada vez mais refinadas.
A tendência não é nova. Nos últimos anos, esse tipo de pintura tem sido muito usado pelos arquitetos de interiores em projetos de decoração, muitas vezes até para substituir o tradicional papel de parede. Mas não é só a beleza decorativa que influencia a utilização desse acabamento. Como as tintas usadas têm mais resistência que as convencionais, são especialmente adequadas a ambientes de grande fluxo. Acrílicas, atóxicas e laváveis, também facilitam a higiene e não causam alergia. Por isso sua indicação em quartos infantis, salas, lavabos, cozinhas, clínicas e ambientes comerciais.
Foi como essas técnicas que Marlene Oldemberg e sua filha, Gisela Gaspar Valle, assumiram há um ano uma nova profissão. Autodidata, Marlene sempre mexeu com tintas em trabalhos artesanais e pintura de telas. Com uma ‘‘queda’’ por decoração, ela começou a despertar para essa área. Em pouco tempo, suas técnicas, aprendidas em diversos cursos, decoravam paredes de residências e áreas comerciais. Na última Mostra de Decoração e Interiores de Londrina, vários arquitetos projetaram em seus ambientes paredes coloridas e texturizadas executadas por Marlene e sua equipe.
Ela revela que é comum as pessoas ficarem em dúvida quanto à escolha de cores utilizadas nas pinturas, inclusive porque hoje os fabricantes de tintas oferecem milhares de tons diferentes (só a Coral tem 1.152 cores). Para evitar erros, Marlene sugere que a escolha da cor da parede seja feita em conjunto com tecidos, pisos e outros elementos decorativos do ambiente. As técnicas aplicadas resumem-se a três propostas: monocromática, mais sóbria, onde é usada uma cor básica, com seus tons e semitons; análoga, com três cores aproximadas, criando um clima alegre e descontraído; e complementar, que utiliza cores opostas, dando uma idéia de movimento ao ambiente, geralmente indicada para áreas menores ou em pequenas faixas da parede.

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