Tirando dúvidas
• O que se observa é que as crianças, cujos pais ficam envergonhados ou colocam limites para perguntas sobre sexo, deixam de perguntar a eles. Vão tentar satisfazer suas dúvidas em outras fontes.
• As explicações devem ser, na medida do possível, breves, claras e sempre adaptadas a cada idade.
• As crianças bem informadas são mais seguras e entram na adolescência mais preparadas, com menos dúvidas.
• ‘‘Mãe, o que é homossexual’’? Os pais costumam sentir verdadeiro pânico quanto a essa pergunta. Muitos não querem passar uma idéia preconceituosa, mas também não querem passar a idéia de que o homossexualismo é ‘‘normal’’. Aqui, o ideal é ser honesto. Deve-se explicar que os homossexuais são pessoas como quaisquer outras e, portanto, merecem respeito. A diferença é que eles namoram pessoas do mesmo sexo e pagam um preço por isso. Quem mais sofre por essa opção são eles mesmos. Não têm condições de ter filhos, são discriminados pela sociedade, etc. Enfim, explica-se o possível, de acordo com o entendimento da criança, preocupando-se em passar os valores da família e as regras do socialmente aceito.
• É importante utilizar sempre termos corretos para explicar as coisas. Nada de ‘‘pipi’’ para o pênis. Nada de ‘‘florzinha’’ para vagina. E muito menos nada de termos chulos. Os nomes corretos permitem que a criança se sinta segura.
• Se os pais não souberem responder a alguma pergunta dos filhos ou tiverem medo de explicar de maneira errada, uma saída é falar para a criança que ainda não pensaram sobre o assunto e voltar ao tema mais tarde. De repente, é bom os pais explicarem para os filhos que, quando eles próprios eram crianças, não havia esse tipo de diálogo na família, por isso, a dificuldade de falar sobre sexo.
• Quando os pais pegam brincadeiras ou demonstrações de afeto ‘‘exageradas’’ entre as crianças, é necessário calma. Reservadamente, deve-se conversar com elas, procurando fazê-las entender que existem regras na sociedade até para essas demonstrações de carinho. Uma criança que é acostumada a beijar os pais na boca, por exemplo, não pode sair por aí beijando todo mundo na boca. Essa postura vale para muitas situações.
• Ainda hoje existem padrões esperados para meninos e meninas. Nesse aspecto, é importante não radicalizar.
• A masturbação faz parte do comportamento sexual do ser humano. Não tem época para começar, nem para terminar. E é absolutamente normal. O que as crianças precisam saber, novamente, é que existem regras. Elas devem ser orientadas a não praticar na frente dos outros, a não mexer no órgão genital de ninguém, nem deixar ninguém mexer no seu. Esse tipo de atitude deixa a criança tranquila e é uma forma de evitar, inclusive, abusos ou brincadeiras indevidas.
• Para as crianças que se masturbam ‘‘excessivamente’’, é preciso que os pais estejam analisando qual o grau de estimulação que elas estão tendo. A preocupação aqui é a mesma que se deve ter com aquelas que vivem diante da TV. Provavelmente, são crianças que não praticam esportes, passam muito tempo sozinhas, enfim, não têm outro tipo de motivação.

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