Tingiu, tá novo
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quinta-feira, 21 de julho de 2005
Karla MatidaReportagem Local 
A história você já conhece. Aquela calça jeans tão querida companheira de todas as horas está no limite do uso, quase às vias da aposentadoria. O bom senso até surge: sim, a coitadinha está mesmo precisando de descanso. Mas o coração fala mais alto e aperta na hora de se desfazer da peça.
Pois a customização, que surgiu para personalizar as roupas, também pode ser muito útil nessa hora. O termo é recente, mas a idéia é antiga: reformar. Quantas calças já não se transformaram em bermudas ou shorts? As interferências vão além da tesoura e passam também pelo tingimento. O mais interessante é que a nova camada de cor não precisa significar exatamente o jeans com cara de novo. Com as técnicas utilizadas em lavanderias industriais, a calça pode continuar com cara de quem já tem dono.
Desde o início do ano comandando a Restaura Jeans, uma franquia de customização de jeans tingimento e costura e renovação de couro, Eliana Oliveira tem adorado ver a reação dos clientes quando recebem a peça ''nova''. ''A gente deixa do jeito que a pessoa imagina'', explica. Só em sua loja são cerca de 40 possibilidades de cores diferentes para tingir o jeans e ainda fazer interferências como o esponjado e o ''used''.
Nas mãos de Eliana e equipe, uma calça recém-chegada à loja vai logo se transformar em uma minissaia (descosturam as partes internas das pernas da calças e cortam aqui e ali) e depois ganhar uma nova cor. O processo de tingimento é todo feito na matriz, no Rio Grande do Sul. O preço final para o cliente é de R$ 29,50. ''Às vezes sai mais caro que comprar uma peça nova, mas as pessoas adoram ter o gostinho de transformar suas roupas'', garante Eliana. Só o tingimento varia entre R$ 14,50 e R$ 18,10.
E não é preciso esperar a peça ficar no limite para ir atrás da customização. ''Tenho muitos clientes que chegam aqui com a calça nova. Alguns compram pelo modelo, que vestiu bem, mas não gostam da cor e preferem tingir'', diz a franqueada. Para Eliana, com a era da customização, quem acabou ganhando foram os brechós. Isso quer dizer que mesmo quem não tem roupa precisando de reparos, tem ido atrás de peças usadas por outros.


