Tirando Eva e sua folha de parreira, todas a mulheres importantes da história foram retratadas usando poderosos vestidos. Dos quadros às fotografias, o registro feminino passou séculos sendo feito em companhia do seu aliado fashion. Nem mesmo quando as mulheres conquistaram o direito de usar calças compridas, o vestido deixou de ser a estrela do guarda-roupa. Aliás, o fato aumentou ainda mais seu poder já que ficou guardado para as ocasiões mais especiais.
Mas desde o verão passado que o vestido voltou a ganhar as ruas no dia-a-dia. Começou com o comprimento longo e generoso nas estampas para ficar bem mais curto nesta temporada. Mesmo com os macaquinhos e macacões aparecendo como vedetes desta estação, o vestido não perde o território. É só dar uma olhada nas ruas para perceber que a praticidade da peça única e a sua femininlidade voltaram a seduzir várias faixas etárias.
Entre os modelos mais famosos está a criação de Givenchy para Audrey Hepburn usar no filme ''Bonequinha de Luxo'', arrematado semana passada por quase um milhão de dólares. Há alguns anos, em um outro leilão tão concorrido quanto, um dos muitos vestidos de Lady Di veio parar no Brasil, mais precisamente no Instituto Zuzu Angel.
Só que não são apenas as divas do cinema e as princesas que transformam vestidos em tesouros do guarda-roupa. Quem não tem um pretinho básico curinga para todas as ocasiões é porque ainda não descobriu o seu. É só uma questão de tempo. Mademoiselle Chanel eternizou o modelo T ao lançá-lo em 1926. Há controvérsias porque muitos dizem que o pretinho básico já existia antes dessa data. Mas ninguém duvida que foi preciso um empurrão fashion de Chanel para ele se estabelecer de vez.
As sessões de tapete vermelho - nas entradas dos grandes prêmios como o Oscar - a grande maioria das convidadas opta pelos justos e longos. Só mesmo Diane Keaton para subverter a ordem e ir de terninho.
Nas passarelas nacionais e internacionais, as pernas de fora ganharam destaque até mesmo entre os criadores que fizeram dos longos a sua assinatura. Caso do paraense André Lima, que surpreendeu os fashionistas com seus curtíssimos modelos. Miuccia Prada na última coleção mostrou microvestidos coloridos, deixando de lado a sisudez característica.
A estilista Diane von Furstenberg ficou célebre com a invenção do vestido-envelope (wrap dress). Fez fama e fortuna graças à praticidade do modelo. Agora é a vez da brasileira Daniela Helayel - radicada em Londres - conquistar a clientela rica e famosa com os vestidos da sua Issa. Madonna deu entrevista para a poderosa Oprah Winfrey vestindo um modelo em jersey criado por Daniela. Por aqui, as conterrâneas brasileiras têm feito fila na lista de espera por uma criação Issa, um dos novos tesouros do terceiro milênio.

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