‘‘É importante conhecer os locais do corpo em que o outro precisa de mais toques’’, diz Roberta Nigro. Segundo a psicoterapeuta, as técnicas para massagem são fáceis de assimilarJá faz muito tempo que o lençol nupcial virou peça de museu. Bordado com carinho, engomado com dedicação, ele apresentava um furinho estratégico para que o ato sexual fosse consumado. O sexo se limitava à àrea genital. Esse tipo de lençol virou história do passado. No entanto, hoje muitos casais não estabelecem uma relação afetiva verdadeira, não conhecem seu próprio corpo e desconhecem o corpo do parceiro. Desconhecem que o corpo todo pode vivenciar o prazer.
A massagem corporal é um processo que proporciona essa descoberta corporal e garante mais saúde e bem-estar ao casal. A massagem insere um real crescimento na relação cotidiana. Apesar de existirem incontáveis técnicas de massagens, presentes em todas as culturas, elas não são usadas com frequência e nem de maneira satisfatória.
É comum o casal, em função do corre-corre diário, não dispor de tempo para compartilhar momentos de afeto. É a chamada perda da identidade do casal, em que os pequenos gestos cotidianos e prazerosos se perderam e são esquecidos com o tempo. O que era bom se foi. Em contato direto com casais que se encaixam nesse perfil, as psicoterapeutas corporais Ana Maria Góes e Roberta Nigro criaram o curso Com Tato e Com Afeto, que oferece essa oportunidade de resgate do afeto por intermédio do tato.
‘‘O primeiro passo é o contato consigo mesmo, para que se retome a identidade pessoal. É aí que se procura conscientizar a pessoa quem realmente ela é. Nessa primeira fase do curso, trabalhamos as diferenças dos órgãos dos sentidos, pois, geralmente, eles estão condicionados’’, explica Ana Maria Góes. Ela prossegue ressaltando que o curso Com Tato e com Afeto é um ponto de partida para a redescoberta do prazer na relação. Os conflitos conjugais, segundo ela, são tratados com psicoterapia, e não é esse o caso.
Redescobrir os pequenos gfaz o relacionamento tomar novo impulso
Para a psicoterapeuta corporal Roberta Nigro, há pessoas que sentem medo de vivenciar o prazer para o outro. ‘‘E o medo é uma emoção que anestesia, congela’’, analisa.

mockup