Em pleno ano de 2003, já não é mais uma grande novidade conhecer casais que se encontraram pela Internet e viveram felizes para sempre. As salas de bate-papo estão aí e conectam o mundo em poucos cliques. Mas é claro que nem tudo são flores ou tão simples assim.
No melhor estilo ''ver para crer'', a jornalista Alice Sampaio passou 16 meses navegando por sites de encontros e salas de bate-papo. Transformou-se em cobaia para tentar entender melhor qual era a do romance virtual. A experiência mais de 100 contatos, 26 encontros marcados e um namoro é relatada no livro ''Amor na Internet Quando o virtual cai na real'' (348 páginas, Editora Record). Mas na verdade, não são as histórias de Alice que recheiam o livro e, sim, 17 casos de anônimos.
Alice até é personagem em algumas histórias, mas isso o leitor não fica sabendo. Os nomes são fictícios, como quase sempre acontece no mundo virtual: são pouquíssimas as pessoas que contam seus nomes verdadeiros, suas aparências ou outros detalhes que no mundo real logo seriam descobertos. Não por acaso, a jornalista avisa logo que a chance de um caso de amor que nasce na Internet dar certo é como ''ganhar na Mega Sena internáutica''. Segundo Alice, os números de relacionamentos frustrados bate a marca dos 97% a 98%.
O que poderia até ser um balde de água fria, acaba até se tornando um desafio. ''Pense também em fazer bons amigos, ter encontros divertidos, aprender sobre assuntos diferentes ou até mesmo conquistar um namorado que pode não se aproximar do seu ideal, mas ser uma boa companhia por um tempo'', ensina a autora. ''Só não esqueça que o internamoro é um grande jogo, uma espécie de roleta e jamais procure se deixar viciar'', completa.
Cada um dos 17 casos é analisado por psicólogos e psicoterapeutas, que fazem reflexões sobre histórias que deram certo como a de Beatriz e Áquila ela 12 anos mais velha e a milhares de quilômetros de distância. Ou então casos que não passaram do primeiro encontro por conta de umas mentirinhas básicas: dizia que era uma loira de 20 anos, mas na verdade não passava de um senhor de 57 anos. Até mesmo uma terapeuta sexual participa do livro para analisar as histórias mais picantes, com a reprodução dos desenhos eróticos que Ricardo mandou para Lilibeth. Sim, o namoro pela Internet vai muito além dos inocentes ''oi, quer tc?''.
No final do livro, em anexo interessante para quem está a procura da tal cara-metade. Alice Sampaio lista os melhores sites de encontros e salas de bate-papo, além de dar dicas importantes para entrar na fogueira e não sair queimado. n

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