Tempo de troca de coleções é sempre sinônimo de compras mais baratas. Neste período, priorizar o que comprar é garantia certa de ótimas aquisições: o vestido que custava R$ 500 pode ser levado para casa por R$ 150. O sapato de R$ 300 é vendido por R$ 100, por exemplo.
Nesta época do ano, as pechinchas podem ser facilmente encontradas em lojas de grifes e nas mais populares, que precisam limpar seus estoques para dar espaço a novos looks. Mas, boas compras, sem arrependimento e endividamento, só são possíveis se houver planejamento, pois, sem ele o que poderia ser sinônimo de economia acaba virando dívidas e dor de cabeça.
Segundo o professor de finanças e economia Luiz Fernando da Silva, uma forma inteligente de não desperdiçar a oportunidade das liquidações, seja em janeiro ou em demais meses do ano em que elas ocorrem, é fazer uma planejamento mensal de suas finanças, com visão no ano inteiro e - o principal - definindo sempre se o que está levando para casa realmente é necessário.
''Planejamento não é feito de um dia para o outro, ele tem que ser permanente e contínuo. O brasileiro gosta do consumo imediato e não se planeja. Para se planejar a pessoa precisa se conhecer, fazer um diagnóstico financeiro'', ensina Silva.
É difícil encontrar quem resista a uma liquidação. No entanto, antes de sair comprando tudo que se vê pela frente, é preciso ficar atento a muitos fatores. Conforme o professor de finanças, muitas promoções são enganosas e, para não cair em tentação, as pessoas precisam, primeiramente, já sair de casa sabendo o que precisam adquirir. E, se possível, pagar as compras em dinheiro.
''Na minha concepção, liquidação não existe. Isso é uma forma de instigar o consumo. A blusa de R$ 59 por R$ 29 sempre foi R$ 29. Muitas compras são feitas sem necessidade porque as pessoas acham que aquilo vai demorar para acontecer de novo e, assim, compram sem precisar. Pagar à vista também é a melhor forma de aproveitar as promoções, já que em espécie você pode trabalhar aquele valor de uma forma ainda melhor'', recomenda ele, que também defende o uso do cartão, desde que seja de forma consciente.
''O cartão é dinheiro, por isso não aceite que o comerciante diminua o desconto se você for pagar com cartão de crédito. Se o desconto for diferente, o lojista está te vendendo de uma forma errada'', acrescenta.
Se já é difícil resistir a palavrinhas do tipo ''até 70% de desconto'', imagine então quando a loja dispara o tal ''leve três e pague dois?''. ''Você pode ter certeza que nos dois já está embutida a terceira peça. Isso é outra forma de induzir ao consumo. Você precisa de uma, mas aí compra duas porque vai ganhar a terceira. É algo ilusionista, uma falsa sensação, já que o comerciante não te dá nada de graça'', esclarece Silva.
Diante das oportunidades de compras a preços mais acessíveis, tudo é uma questão de disciplina para sobrar dinheiro para momentos de concentrados gastos.
''Compensa comprar em meses de liquidação, desde que a pessoa saiba o que quer e o que tem para gastar. Sabendo disso, ela vai fazer boas compras em épocas ou não de grandes promoções. A barganha é sempre do cliente, nunca do comerciante. Outro detalhe é que a promoção não pode dizer onde eu devo comprar'', alerta o professor.

Imagem ilustrativa da imagem Temporada de boas compras




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