Quem está pensando em conseguir algum trabalho extra neste final de ano precisará de disposição suplementar. Obter uma vaga no tão concorrido mercado de trabalho temporário está cada vez mais difícil, segundo previsões dos especialistas. O candidato a uma vaga precisa ter determinação para preencher fichas em vários locais e também aprender a ouvir ‘‘não’’.
Algumas empresas que necessitam de mão-de-obra especializada para atender à demanda das festas natalinas, já estão recrutando e fazendo o treinamento do pessoal. Há dois caminhos para quem está a fim de trabalhar. O primeiro é procurar as agências de trabalho temporário e se cadastrar (ver box com endereços). Outra forma, é bater de porta em porta, sem receios. Ser indicado por amigos que já estão no mercado de trabalho, também é outra saída. Isso no caso de lojas que vão recrutar poucas pessoas para trabalhar. As grandes redes e magazines, geralmente, recorrem às agências.
Silvio Lopes, da Labor Trabalhos Temporários de Londrina, avisa que o mercado de extra-Natal vem se retraindo nos últimos anos. E especificamente neste ano, com os ajustes na área econômica, as empresas estão na expectativa de mudanças, para depois começar a contratar. Silvio lembra que um grande magazine da cidade contratou, há quatro anos, 120 funcionários para o período de Natal. Em 97, reduziu o número para 20 funcionários, e na primeira semana de novembro ainda não entrou em contato com a agência de temporários para novas contratações.
A mão-de-obra informal não tem vínculo com a empresa, ou seja, o funcionário não tem carteira assinada. No caso das agências, mesmo temporariamente, há registro em carteira, com todos os encargos trabalhistas recolhidos. De acordo com Silvio Lopes, as exigências variam muito. ‘‘Mas é preciso que o candidato seja dinâmico, educado, comunicativo e tenha boa aparência’’, avalia. Silvio prossegue dizendo que na agência que dirige aparecem mensalmente cerca de 1.500 novos candidatos, para uma oferta de 150 novas vagas.

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