Tem pai que é mãe
Ele era visto como durão e autoritário, inspirando força e proteção. No entanto, com as transformações pelas quais a sociedade passou nos últimos anos, a paternidade cresceu em sensibilidade. A participação do pai no dia a dia dos filhos, que antes era distante, ao longo do tempo ganhou contornos inovadores. Ele agora troca fraldas, faz comida, brinca, leva-e-traz na escola, no parquinho, no clube, ouve as confidências dos filhos, enfim, participa. Sem deixar de ser o porto seguro que sempre representou.
É mais difícil ser pai hoje em dia? O comerciante Rodrigo Pfeifer, 23 anos, acredita que não. Para ele, embora se exija mais dos pais hoje (enquanto agentes ativos na educação), na época em que seu pai educou os filhos era bem mais difícil, pela próprias condições da vida em sociedade. O fato de atualmente se exigir a participação mais efetiva dos pais não significa, necessariamente, dificuldade. Muitas vezes é, na verdade, oportunidade. Para Rodrigo, participar ativamente da vida do filho, como vem fazendo desde que Felipe nasceu, há dez meses, é sinônimo de satisfação. Não digo que não seja cansativo. É, e muito. Tanto para mim quanto para minha mulher. No entanto, vale a pena, diz.
Para Lourival Oliveira, ser um bom pai significa integrar-se profundamente no dia a dia do filhoNão há como descrever o quanto. A alegria de ser pai é imensa. Para Rodrigo, significa, entre outras coisas, a concretização do amor que o une à mulher. Vejo no Felipe a representação da nossa união, do nosso amor. Algo bem maior que o próprio casamento, maior que tudo, explica. Rodrigo diz que adora dar banho, trocar fraldas, participar do dia a dia do pequeno. Não dá para explicar a felicidade que é vê-lo crescer e aprender o mundo.
Das preocupações com o futuro de Felipe e dos possíveis filhos que ainda virão, Rodrigo ressalta uma: conseguir passar o exemplo que o seu próprio pai representou e representa em sua vida. Não sei se vou conseguir ser como ele foi. Até meio duro em determinados momentos, com o objetivo de forçar a buscar o meu próprio caminho. Hoje, eu sei o quanto é difícil dizer não para um filho, mesmo tendo consciência que é para o próprio bem dele, conta.Fotos: Dorico da SilvaRodrigo Pfeifer e o filho Felipe: participar da vida do filho é uma oportunidade maravilhosaJossânia Navolar





