Tem criança no samba!
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de fevereiro de 2005
Ana Branco<br>Agência O Globo 
Pode até ser linda de morrer uma fantasia de margarida: a criança toda cobertinha com uma roupa de plush branco, só com o rostinho de fora (pintado de amarelo!), cercado por pétalas brancas. Mas não é nada prática: a criança vai sofrer com o calor, a tinta amarela pode provocar alergias e as tais pétalas pontudas se candidatam a ferir outras crianças. Na hora de fantasiar seu pimpolho e levá-lo para curtir a folia por aí, leve em conta as recomendações de Marcus Renato de Carvalho, pediatra e professor de puericultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Fantasias Prefira roupas leves, de tecidos confortáveis, e que cubram preferencialmente o tronco, deixando pernas e braços livres. A pele precisa respirar e transpirar, por isso os figurinos abafados são ruins. Se houver máscara, que ela cubra apenas a cabeça e os olhos, deixando nariz e boca livres. E os calçados devem ter solado flexível e ser bem presos aos pés.
Pinturas Se for absolutamente necessária para a caracterização, a pintura deve ser feita com produto antialérgico, cobrindo pequenas áreas do corpo, nunca grandes extensões. Purpurina e outras partículas podem entrar nos olhos e causar irritação, por isso não use em rosto, braços ou mãos.
Identificação Uma medalha pendurada no pescoço da criança, com o nome dela e o telefone do responsável gravados, é uma boa pedida, pois até dentro do clube o folião mirim pode se perder.
Nutrição A criança deve comer em casa, antes de sair. Para a rua, levar apenas frutas e alimentos que não se deterioram com facilidade. Ingerir sucos naturais e água em curtos intervalos de tempo, para evitar a desidratação. Adaptar uma garrafinha de água à fantasia, para que ela possa beber a qualquer momento, sem precisar interromper a brincadeira, pode ser interessante.
Barulho É um dos grandes problemas do Carnaval: bandas, som alto... mantenha a criança o mais longe possível de baterias e caixas de som, para evitar danos à audição.
Sol Nos eventos ao ar livre, não se esqueça de aplicar filtro solar e pôr chapéu na criança.
Tempo E seja o dono do relógio: a criança não tem noção do quanto pode resistir, por isso, muitas vezes se excede no esforço e a conta chega mais tarde. Crianças pequenas devem ficar nos blocos e nos bailes no máximo duas horas; as que estão em idade escolar agüentam o dobro.


