Telefonema do coelhinho
A bacharel de direito Wal Theófilo, 28 anos, aprendeu a apreciar a graça das tradições de Páscoa com a sogra, Lúcia Theófilo. ''Ela sempre gostou de festas e de preparar essas coisas para as crianças. A minha família não tem esse costume. Com a Lúcia descobri como essas coisas são importantes e legais'', diz Wal.
Para a filha, Raphaela, 3 anos, ela cria mecanismos variados para criar na menina a fantasia do coelhinho. ''Eu e meu marido ligamos do celular e pedimos para falar com ela como se fossemos o coelhinho. Aí perguntamos como ela está, qual ovo ela gostaría de ganhar. Ela acredita de verdade que o coelhinho falou com ela'', comenta Wal.
No domingo de Páscoa, a família toda se reúne com amigos e funcionários para uma grande festa, com direito a coelhinho de verdade, distribuindo ovos para as crianças. ''Acho isso importante porque são lembranças da infância que ela não vai esquecer nunca. Ela é criança e acho que deve fantasiar. Tenho um sobrinho que já está desconfiado de que o coelho é um tio dele, mas ninguém confirma'', diz Wal.
Para a menina, o coelho da Páscoa é bem maior do que os normais e faz sozinho os ovos para todas as crianças. ''Este ano eu pedi para ele um ovo cor-de-rosa e ele vai trazer. Ele coloca todos os ovos em uma cesta e entrega em casa'', diz Rafaela.
Para Wal, mais do que criar histórias incríveis para as crianças, manter a tradição de esconder os ovos e se vestir de coelhinho ajuda a estreitar laços na família. ''É por isso que nós incentivamos isso. Aprendi com minha sogra e quero continuar fazendo isso com a minha filha'', garante. (H.F.)





