Já faz tempo que assistir a bons filmes, com qualidade de som e imagem, deixou de ser privilégio das salas de cinema. A evolução tecnológica trouxe equipamentos que aliados a bons projetos de arquitetura, permitem o prazer de desfrutar uma sessão de cinema em casa. É o conceito home theater da decoração.
Outra boa notícia é que a aquisição dessa aparelhagem, pelo número de marcas que oferecem essa parafernália, está cada dia mais próxima das possibilidades de investimento de cada um.
Para o arquiteto Marcelo Melhado há mais um motivo de comemoração: o home theater fez com que a TV saísse do ''quartinho'' e voltasse para a sala de estar. ''O uso do espaço foi repensado'', resume. A arquiteta Monica Sciarra Mandelli, também gosta da volta da TV para a sala. ''É o ponto de encontro da casa. Por isso deve ser também o mais gostoso, interessante, confortável''.
Assim, compor um ambiente de cinema em casa depende muito mais do anseio da pessoa, do que ela pretende com o espaço. Previamente, é preciso pensar em soluções acústicas e visuais, como a claridade, por exemplo. Marcelo destaca que não é preciso implementar soluções radicais. O forro de gesso leva as caixas de som para onde você quiser, e os tecidos da sala cortinas, tapetes, estofados contribuem na distribuição do som com qualidade. Mônica completa dizendo que a colocação de cortinas escuras ou persianas melhoram os problemas com a claridade. Para criar um cenário caracaterístico para o ambiente, os arquitetos dão outra dica a instalação de um dimmer (aparelho que controla a intensidade da luz artificial).
O mobiliário também é uma questão de gosto. A tendência atual é para móveis leves, armários baixos e abertos, em condições de acomodar com praticidade e elegância os equipamentos. ''Nada impede a utilização de móveis altos e cheios de portas e compartimentos. Dependendo do tamanho do ambiente, esse móvel pode ter até outra função, como a de um bar'', exemplifica Mônica.
Mais atenção, na opinião dos arquitetos, deve ser dispensada à fiação, que pode ser embutida tanto na parede como no móvel. Mas eles destacam que não há motivos para esconder os equipamentos e as caixas de som. ''O design é moderno e arrojado, as cores neutras, não interferem na decoração''. Mônica lembra o projeto adotado na casa de um cliente, onde a televisão foi embutida na parede, ficando apenas a tela exposta, dando a impressão de uma TV tipo plasma. Do outro lado da parede, fica o closet do quarto do casal, onde o aparelho está acomodado.
Marcelo cita um projeto que está executando que consiste de uma central de transmissão, um sensor, três televisores e um telão colocados em cômodos diferentes. Através do sensor, o morador determina em qual aparelho quer assistir ao filme. ''O único trabalho será colocar a fita no projetor e acionar o sensor''.
Outro detalhe que não pode ser deixado de lado é o conforto, papel que cabe aos móveis estofados. Mônica gosta de sofás adequados, como a chaise longue. Marcelo destaca que, além de confortáveis, eles devem ser de fácil manutenção. Por isso, ele sugere o aumento do uso das capas nos sofás, que além da conservação do móvel, garantem a liberdade das crianças, das pipocas, dos lanches e refrigerantes.n

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