Mãe de quatro filhos - desses, três já com intercâmbio no currículo e, atualmente, dois residindo fora, sendo um por conta dos estudos -, a cartorária Romana Cesário Pereira já não sofre mais com a distância dos filhos. Do primeiro a sair de casa, até o último, que hoje estuda em São Paulo, muita coisa mudou, principalmente a facilidade em se comunicar com eles.

"Os três meninos saíram a primeira vez de casa aos 16 anos, quando foram fazer intercâmbio. Quando os dois mais velhos foram morar fora depois de passarem no vestibular, eu já estava meio acostumada com a distância. Mas confesso que foi mais difícil quando o primeiro saiu de casa. Naquela época a comunicação não era tão fácil como hoje. Apesar de ser protetora, sempre deixei-os se virarem sozinhos e, apesar da dependência financeira, eles amadureceram muito nesta fase", conta.

Em um mundo onde a tecnologia (ainda) só não permite o contato físico, Romana se comunica com os filhos diariamente, principalmente pelo WhatsApp, um aplicativo de smartphone que permite a troca de mensagens instantâneas, além de uma linha de celular exclusiva para eles e troca de e-mails.

Mãe protetora, a empresária Gilene Lima viu a necessidade de deixar os dois filhos - um residindo em Curitiba e o outro em São Paulo – se virarem sozinhos quando saíram de casa para estudar.

"Foi difícil a ausência deles no dia a dia. Tínhamos o hábito de tomar café, almoçar juntos, ir a igreja e, de certa maneira eu os mimava. Por outro lado, morando fora eles passaram a ter organização, aprenderam a cozinhar e até lavar uma roupa quando necessário. Sem sombra de dúvida, a saída de casa é uma fase de grande amadurecimento", diz Gilene.

As ferramentas que a tecnologia oferece também facilitam a comunicação e diminuem a distância entre a empresária e os filhos. Ela, que antes não era adepta de tanta tecnologia, hoje tem comunicação diária com suas crias. "Aderi ao mundo virtual devido a eles morarem longe. Hoje nos comunicamos todos os dias via WhatsApp e Facebook", conta.

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