Técnica nacional
Paulo Wolfgang‘‘É um procedimento de implante dentário que não exige internamento’’, afirma o cirurgião-dentista Feis Feres JúniorA colocação de dentaturas ainda é o método de reposição de dentes mais usado no Brasil, pelo fato de não exigir técnicas sofisticadas e ser mais acessível à maioria dos desdentados. No entanto, com o avanço e o acesso à tecnologia odontológica, cidades como Londrina oferecem serviços de primeiro mundo nesse setor, como é caso do implante de dentes utilizado por vários profissionais da área.
O sistema de implante dentário osteointegrado utiliza técnicas desenvolvidas em países como a Suécia, precursora do sistema já citado na matéria desta página, Estados Unidos, Canadá e Brasil. Entre os métodos nacionalizados está o NAPIO – Núcleo de Apoio à Pesquisa de Implantes Odontológicos, desenvolvido pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (USP).
‘‘É um procedimento de implante dentário que não exige internamento, sendo realizado com anestesia local’’, afirma o cirurgião-dentista Feis Feres Júnior, que aplica essa técnica em seu consultório em Londrina. Quando o indivíduo perde um ou mais dentes e não tem osso suficiente para a colocação do pino de titânio, é feito um enxerto autógeno, ou seja, com a utilização de um osso do próprio paciente, geralmente um osso do ramo da mandíbula ou do queixo.
‘‘Depois de quatro meses, tempo suficiente para a integração do osso, é fixado o pino para a colocação dos dentes’’, explica Feres Júnior. Pode ser colocado um pino para cada dente ou cinco a seis pinos para todos os dentes de uma prótese total, tudo depende do planejamento protético (técnica americana denominada Tipo Protocolo da UCLA – Universidade da Califórnia). ‘‘Os dentes implantados podem ser de resina ou porcelana – a primeira é mais resistente; a segunda, mais bonita. E todas as técnicas de implante utilizam titânio importado, afinal, só existem dois fornecedores desse material no mundo’’, acrescenta o cirurgião-dentista. (A.R.B.)

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