Técnica contra flacidez facial
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sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Deborah Bresser<br> Agência Estado 
Tente esticar a pele do seu rosto. Se você conseguiu esticar as bochechas de uma a três polegadas, é sinal de que o tempo já andou fazendo estragos no seu rostinho. Depois de certa idade, não tem jeito: há uma redução da gordura, da musculatura e uma reabsorção óssea. A diminuição dos níveis de colágeno e elastina leva à queda das feições, causa flacidez e envelhecimento. Mas calma! Antes de decidir evitar o espelho para todo o sempre, é bom lembrar que os médicos não se cansam de inventar técnicas para colocar no seu devido lugar aquilo que o tempo derrubou - as bochechas, inclusive.
A novidade do momento atende pelo nome de Contour Threadlift, técnica desenvolvida há quatro anos por Gregory Ruff, cirurgião plástico canadense que apresentou o procedimento no congresso da categoria, realizado em Chicago, (EUA), no ano passado. O procedimento, trazido ao Brasil pela Grã-Med (especializada em abastecimento do mercado médico-hospitalar), já está disponível nos consultórios de cirurgiões plásticos certificados pela empresa e pela Surgical Specialties Corporation, fabricante do produto nos EUA, caso do cirurgião Garabet Karabachian Neto, de São Paulo..
''O método oferece diversas vantagens frente à cirurgia de face convencional: é menos invasivo, a anestesia é local, não precisa de sedação ou internação, é feito em consultório e o paciente pode ir para casa assim que acaba o procedimento'', explica o cirurgião. Mas a facilidade não é para qualquer um. O procedimento custa caro (cerca de R$ 2.500 para levantar a sobrancelha, R$ 6 mil para face ou pescoço) e tem indicações específicas. Se as rugas já estiverem muito visíveis, a saída é só com tratamento cirúrgico. O Contour Threadlift é para pacientes com flacidez em fase inicial. ''A flacidez do rosto é inevitável, inexorável e tem início entre os 30 e os 40 anos. Com o procedimento, conseguimos reposicionar os tecidos e o resultado é um rejuvenescimento com aspecto natural'', garante o médico.
A técnica é realizada por meio da introdução de um fio de polipropileno farpado não absorvível na pele. Apesar de parecer aflitivo, ele é muito menos invasivo do que o lifting facial tradicional. A aparência mais jovem é conseguida preservando os contornos naturais do rosto, sem cicatrizes. As pequenas farpas do fio, uma vez posicionadas, formam uma estrutura que levanta suavemente o tecido flácido da área tratada (sobrancelha, face ou pescoço) e estica as marcas de envelhecimento. A duração do resultado varia de paciente para paciente, mas o esperado é que pele fique bacana por um período de três a cinco anos. ''O procedimento é reversível, o fio é removível e reimplantável'', avisa Karabachian.
A cirurgia leva no máximo uma hora, contra seis horas do estica e puxa convencional. ''No pós-operatório, para espirrar é preciso segurar a testa. Também não é recomendado comer maçãs, para não forçar a musculatura da bochecha'', sugere o médico.


